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Relatório indica que aviões comerciais são o novo potencial alvo dos piratas informáticos

Os piratas informáticos poderão tentar explorar os sistemas de entretenimento dos aviões comerciais, cada vez mais ligados à Internet, para sabotar os sistemas de navegação dos aparelhos, alertou hoje um relatório do governo federal norte-americano. 

© Mal Langsdon / Reuters

O Government Accountability Office (GAO, a agência que fiscaliza para o Congresso norte-americano a legalidade do modo como são gastos os dinheiros públicos) identificou a cibersegurança a bordo como "uma questão cada vez mais importante" que já despertou a atenção da Federal Aviation Administration (FAA, a agência que regula a aviação civil nos Estados Unidos).

"As tecnologias modernas de comunicação, incluindo a conectividade IP (serviços ligados à Internet), são cada vez mais utilizadas pelos sistemas da aviação, permitindo que pessoas não autorizadas tenham acesso e comprometam os sistemas de navegação dos aparelhos", indicou o GAO, num relatório.

 No passado, os sistemas eletrónicos usados para controlar e navegar o aparelho -- designados como sistemas eletrónicos -, funcionavam de forma autónoma, frisou a agência.

"No entanto, de acordo com a FAA e os especialistas em cibersegurança contactados, a rede IP poderá permitir que um pirata informático tenha acesso à distância aos sistemas eletrónicos e compromete-los", acrescentou o mesmo documento.

Em teoria, mecanismos como o 'firewall' (sistema de proteção informática) protegem "de qualquer intrusão por parte de utilizadores dos sistemas de cabine, como é o caso dos passageiros que utilizam os dispositivos de entretenimento a bordo".

Mas, segundo os especialistas citados pelo GAO, os 'firewalls', sendo componentes de 'software', podem ser pirateados e alterados "como qualquer outro 'software'".

A FAA ainda não estabeleceu qualquer regulação sobre esta matéria, mas responsáveis indicaram ao GAO que a questão vai começar a ser analisada.

Lusa
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