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Governo angolano quer punição exemplar para seita que abateu polícias

O Ministério do Interior de Angola exigiu hoje uma punição exemplar para os elementos da seita religiosa "Kalupeteca" suspeitos de terem abatido a tiro, na quinta-feira, no Huambo, sete agentes da Polícia Nacional. 

Darko Bandic

A posição consta de uma nota de condolências daquele Ministério, divulgada hoje em Luanda, reclamando que "os autores deste crime hediondo", pertencentes a uma seita que advoga o fim do mundo, sejam "levados à barra dos tribunais" e "exemplarmente punidos".

Segundo informação divulgada hoje pelo comando provincial do Huambo da Polícia Nacional, o homicídio dos agentes, incluindo o comandante municipal da Caála, aconteceu na tarde de quinta-feira. Estes agentes davam então cumprimento a mandados de captura a elementos da igreja "Sétimo Dia a Luz do Mundo", por ordem da Procuradoria-Geral da República da província do Bié, onde também se registaram confrontos recentemente.

Entretanto, o líder da seita, Julino Kalupeteca, de 52 anos, já terá sido detido pela Polícia Nacional, no Huambo, de acordo com uma fonte policial citada pela rádio pública angolana.

A morte dos agentes da polícia - outros dois foram feridos gravemente - aconteceu em Serra Sumé, a 25 quilómetros da Caála, tendo estes sido surpreendidos por elementos da seita, conhecida por queimar livros, travar a escolarização e vacinação dos fiéis, concentrando-os em acampamentos sem condições e reunindo centenas de pessoas. 

O Ministério do Interior afirma que os elementos desta seita "disparam indiscriminadamente contra os agentes", exortando as autoridades para uma "resposta firme a todos quantos enveredem por este tipo de conduta, bem como aos eventuais instigadores de ignóbeis ações desta natureza".

Além do Huambo e do Bié, esta seita tem atividades conhecidas - ilegais por não estar reconhecida - nas províncias do Cuando Cubango e de Benguela.

Lusa
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