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Polícia angolana procura assaltantes que mataram português a tiro

A Polícia Nacional angolana deteve três dos cinco suspeitos da autoria do homicídio a tiro de um português, com cerca de 50 anos, gerente de um posto de abastecimento de combustíveis em Ambriz, no norte do país.

© Amr Dalsh / Reuters

A informação foi confirmada hoje à Lusa por fonte oficial do Comando Provincial da Polícia Nacional do Bengo, acrescentando que dois dos detidos têm idades a rondar os 18 anos, tendo o homicídio resultado de um assalto ao posto de combustíveis, que vitimou ainda outro funcionário, de nacionalidade angolana.

Tudo aconteceu cerca das 02:00 da madrugada de sábado, em Ambriz (Bengo), mais de 160 quilómetros a norte de Luanda, quando o grupo de meliantes, sob ameaça de uma arma de fogo - que não estaria municiada - conseguiu apoderar-se da arma de um dos seguranças do posto, fazendo refém uma funcionária.

"Foram então buscar o português, que vivia ao lado da bomba e que estava a descansar, para o forçar a abrir o cofre e concretizarem o assalto. Terá havido alguma resistência, dos seguranças, e três pessoas foram atingidas", explicou a mesma fonte.

Paulo Jorge Magalhães dos Santos, gerente do posto, da rede da estatal Sonangol, foi atingido mortalmente, tal como um funcionário, enquanto um dos seguranças, também alvejado, permanece hospitalizado no hospital provincial do Bengo.

"A arma do guarda da bomba serviu para eles consumarem o assalto", explicou a polícia.

O assalto terá rendido, além de alguns equipamentos eletrónicos já recuperados pela polícia, cerca de 1,5 milhões de kwanzas (cerca de 12.700 euros), avançou à Lusa a polícia do Bengo.

"Três dos assaltantes já estão a contas com a nossa polícia e mostraram-se arrependidos, estando foragidos dois da mesma quadrilha. Mas estamos no encalce deles", concluiu a mesma fonte.


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