sicnot

Perfil

Mundo

Erradicar a malária até 2030 custará 93 mil milhões de euros

Especialistas estimam que serão necessários 93 mil milhões de euros para erradicar a malária até 2030, mas os fundos anualmente disponíveis são metade disso, denunciou hoje a campanha Roll Back Malaria Partnership (RBM).

Mosquito "anopheles gambiae", principal transmissor da malária em África

Mosquito "anopheles gambiae", principal transmissor da malária em África

© Handout . / Reuters



O Dia Mundial da Malária é assinalado a 25 de abril e a RBM, composta pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela UNICEF, entre outras entidades, fez um apelo alertando para quanto se avançou na luta contra a doença, mas também para tudo quanto há ainda a fazer. 

Existem, no mundo, 2.300 milhões de pessoas em risco de contrair malária, 1.200 dos quais em alto risco. 

Estima-se que em 2013 cerca de 198 milhões de pessoas tenham contraído a doença, das quais 584.000 morreram, 90 por cento delas em África. 

Desde o ano 2000, a incidência da malária teve uma redução de cerca de 30 por cento no mundo e cerca de 34 por cento em África.

Os 93 mil milhões de euros necessários para eliminar a doença até 2030 permitiriam salvar 12 milhões de vidas, evitar 3.000 milhões de casos e uma despesa global de 250 mil milhões de euros só se a doença for erradicada na África subsaariana, segundo a RBM. 

África deixa de ganhar anualmente 11 mil milhões de euros, em produtividade perdida por causa da doença.

De acordo com a RBM, em 2013 investiram-se no mundo 2.416 milhões de euros em diversos programas e projetos para combater a doença. 

Contudo, o montante estimado para que toda a gente que precisa tenha acesso aos métodos preventivos e aos tratamentos para curar a malária é de 4.700 milhões de euros.

A OMS calcula que, para cumprir os seus objetivos de erradicação da malária até 2030, seriam necessários 6.000 milhões de euros anuais até 2020, ano em que tanto a morbilidade como a mortalidade deveriam reduzir-se em cerca de 40 por cento em relação a 2000.

Para 2025, o investimento anual deveria ser de 7.400 milhões de euros e a redução da morbilidade e da mortalidade de 75 por cento.

Para alcançar uma queda da mortalidade e da morbilidade de 90 por cento em 2030, serão necessários 8.300 milhões de euros por ano.

Só em África, calcula-se que 10.000 mulheres morrem ao contrair malária durante a gravidez. 

Em 2013, cerca de 15 milhões dos 35 milhões de grávidas na África subsaariana não receberam qualquer dose de tratamento preventivo para se protegerem da doença.

Lusa
  • Militares tentam acabar com guerra entre traficantes na Rocinha, Rio de Janeiro
    3:07

    Mundo

    As últimas horas têm sido de tensão no Rio de Janeiro depois dos tiroteios que começaram desde que uma das principais favelas da cidade foi ocupada por militares na sexta-feira. As forças federais foram acionadas para auxiliarem a polícia, que há vários dias tenta acabar com a guerra entre fações de traficantes de droga.

  • Irão lança míssil de médio alcance
    1:13

    Mundo

    Três dias depois do discurso hostil de Donald Trump nas Nações Unidas, o Irão testou um novo míssil de médio alcance que atingiu uma altura de dois mil quilómetros. Teerão diz que o teste não viola o acordo nuclear.

  • Trump renovou as ameaças à Coreia do Norte
    1:30
  • Guterres apela à Coreia do Norte para cumprir resoluções

    Mundo

    O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou este sábado ao ministro do Exterior da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, para o cumprimento das resoluções que o Conselho de Segurança impôs ao país em resposta à sua escalada armada.

  • Atrás das Câmaras em Pedrógão Grande
    3:37
    Atrás das Câmaras

    Atrás das Câmaras

    DIARIAMENTE NA SIC E SIC NOTÍCIAS

    A carrinha do "Atrás das Câmaras" continua pelo país a mostrar aquilo que alguns políticos ignoram. Este sábado a equipa da SIC esteve em Pedrógão Grande, 99 dias após o incêndio que fez 64 mortos e 200 feridos.

  • Morreu Charles Bradley, uma das lendas do soul

    Cultura

    O cantor Charles Bradley morreu este sábado aos 68 anos. O músico norte-americano foi diagnosticado com cancro no ano passado. A notícia da morte foi confirmada na página oficial do cantor no Facebook.