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Poluição na China com melhorias mas ainda assustadora

Os níveis de poluição em algumas grandes cidades chinesas caíram cerca de um terço no primeiro trimestre de 2015, mas o fenómeno continua a ser "uma grande ameaça à saúde pública", disse hoje a organização ambientalista internacional Greenpeace.

© Kim Kyung Hoon / Reuters

Em Pequim, a densidade de PM 2.5 - as partículas mais pequenas e suscetíveis de se infiltrarem nos pulmões - diminuiu 13% e na vizinha província de Hebei, considerada a principal responsável pela elevada poluição na capital chinesa, registaram-se descidas de 31%, precisa um comunicado da Greenpeace.

Segundo a mesma fonte, entre 74 cidades cuja qualidade do ar é diariamente monitorizada pelas autoridades, houve algumas em que o nível de poluição chegou a cair 48% nos primeiros três meses deste ano.

Um responsável da Greenpeace para a Ásia Oriental, Zhang Kai, atribuiu a melhoria às "drásticas medidas" tomadas pelo governo chinês.

Só em Pequim, foram encerradas duas centrais elétricas a carvão.

Mas "apesar das modestas melhorias" em cidades como Pequim, "os dados descrevem um panorama sombrio", considera a Greenpeace. 

"Para a nossa saúde e a dos nossos filhos, é essencial que recuperemos o nosso céu azul (...) A melhor solução a longo prazo é conseguir uma transição do carvão para as energias limpas e renováveis", defende a organização.

Em 2013, quando os níveis de poluição em Pequim deram origem à palavra "arpocalipse", o novo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, prometeu "declarar guerra à poluição".

A poluição é uma das maiores fontes de insatisfação popular na China, a par da corrupção e das crescentes desigualdades sociais.

AC // DM.

Lusa/Fim

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