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PM neozelandês pede desculpa à mulher a quem puxou o cabelo

O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, pediu publicamente desculpa à empregada de um café por ter, repetidamente, puxado o seu cabelo. A perseguição começou o ano passado, durou alguns meses e foi relatada, pela mulher, num blogue australiano. 

© Nigel Marple / Reuters

Viviam-se tempos de campanha eleitoral. Jonh Key perseguia o terceiro mandato, como primeiro-ministro, e, sabe-se agora, uma empregada de um café de Auckland, que quer permanecer anónima. Chamemos-lhe C. 
 
 
A primeira vez que John Key lhe puxou o cabelo, C. estava longe de imaginar, que esta história ia fazer correr tanta tinta. Achou tratar-se de uma brincadeira, já que todos diziam, em uníssono: "John Key é homem muito simpático". 
 
 
O problema começou quando C. percebeu que, este comportamento, estava para durar. Sempre que o, na altura, candidato a primeiro-ministro, aparecia no café, aproveitava o facto de estar de costas, para lhe puxar o cabelo.  
 

Apesar de não lhe ter dito ''verbalmente'', C. explica no  blogue, onde escreveu a sua história, que "a minha expressão corporal gritava: eu não gosto que me faça isso". 
 
 
Nem assim. Nada o parou. Nem mesmo os pedidos da mulher, que o costumava acompanhar, nessas visitas ao café, mesmo depois de ter ganho as eleições, em novembro de 2014. "Que rabo de cavalo tentador" dizia John Key, conta C. no seu blogue. 
 
"Senti-me humilhada", explica. Chegou a publicar comentários no Facebook do Partido Nacional e na página pessoal do primeiro-ministro a pedir: "pare de puxar o meu cabelo, eu não gosto disso". De nada lhe valeu. 
 
Começou a evitá-lo. Quando o via, e ao seu staff , escondia-se, ou encostava-se à parede, para evitar qualquer contacto. 
 
Em março, deste ano, chegou a ameaçar o primeiro-ministro que o esbofeteava caso se atrevesse a puxar mais uma vez os seus cabelos. Dias depois, Jonh Key apareceu no café com duas garrafas de vinho tinto e pediu desculpa.  
 
 
O gabinete do primeiro-ministro neozelandês confirma a história. Em comunicado, explica que Jonh Key apenas "quis ser divertido,  numa teve intenção de a deixar desconfortável e pediu desculpa".   
 
 
Garante ainda ter uma ótima relação com o staff do café e que é hábito brincarem, dizerem umas piadas e pregarem partidas. 
 
 
O público, nas redes sociais, não poupa críticas ao primeiro-ministro. A oposição neozelandesa também não. A líder do Partido Verde diz que "como políticos a nossa missão é fazer as pessoas sentirem-se seguras nos seus locais de trabalho e não perseguidos". 
 
 
C. já veio dizer que não gosta de vinho tinto. Aceitou as garrafas apenas para ter provas da perseguição de que foi alvo. Remata, o texto no blogue dizendo que Jonh Key "precisa que alguém o lembre que não é Deus, é apenas um homem!"