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Papa critica machismo e denuncia instrumentalização do corpo feminino

O papa criticou hoje "os excessos do machismo", que considera a mulher "de segunda classe" e denunciou "a instrumentalização e comercialização do corpo feminino na atual cultura mediática". 

© Alessandro Bianchi / Reuters

Francisco apresentou esta reflexão na audiência geral de hoje na praça de São Pedro. 

Durante a intervenção, o papa argentino denunciou as "variadas formas de sedução enganosa e prepotência humilhante" exercidas sobre as mulheres, como "os excessos do machismo, que considera a mulher de segunda classe". 

"Pensemos também na instrumentalização e comercialização do corpo feminino na atual cultura mediática", acrescentou. 

Jorge Bergoglio voltou a sublinhar a importância das mulheres e garantiu que forma, com o homem, um duo que se complementa. 

O papa lembrou que, de acordo com a Igreja Católica, quando Deus criou Adão, este estava sozinho, mas "quando lhe apresentou uma mulher, o homem reconheceu aquela criatura como parte dele 'Osso dos meus ossos, carne da minha carne'. Há um reflexo, uma reciprocidade". 

Neste sentido, Francisco disse que "a mulher não é uma réplica do homem, mas foi criada diretamente por Deus". 

A ideia de que Eva foi criada a partir da costela de Adão "não significa inferioridade ou subordinação, mas que homem e mulher são a mesma substância e são complementares, também têm essa reciprocidade", disse.

O papa Francisco afirmou que "Deus deposita no homem e na mulher uma confiança plena, mas o mal coloca nos seus corações a sombra da suspeita e da desconfiança, que leva à desobediência a Deus e a destruição da harmonia entre eles". 

"A relação vê-se assediada por mil forma de sedução enganosa, humilhação e até de violência", acrescentou. 

Estas situações aumentaram a desconfiança entre o homem e a mulher "e a dificuldade de uma aliança plena, capaz de uma relação íntima de comunhão e de respeito das diferenças", explicou. 

"Ao mesmo tempo, desvalorizou-se socialmente a aliança estável e criadora entre ambos, o que constitui uma grande perda para todos. É importanto que se volte a valorizar o casamento e a família", concluiu Francisco. 

Lusa
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