sicnot

Perfil

Mundo

Arménia proclama mártires as vítimas das perseguições iniciadas há um século

A Igreja Apostólica Arménia, a mais antiga do mundo, proclamou hoje mártires um milhão e meio de arménios, vítimas de um genocídio cometido há um século pelo Império Otomano.  

Sergei Grits

A canonização das vítimas decorreu ao ar livre a poucos metros da catedral de Etchmiadzine, onde se concentraram os descendentes das vítimas e milhares de arménios provenientes de todo o mundo. 

A maioria das vítimas morreu no decurso das deportações forçadas para os desertos da Síria e Mesopotâmia, então possessões otomanas, no que é considerado como o mais grave crime contra a humanidade durante a Primeira Guerra Mundial.  

A cerimónia solene foi celebrada na presença dos restos das vítimas que sucumbiram entre 1915 e 1923, reunidas num único ossário e que a partir de agora será um local de culto e peregrinação.  

Durante a canonização foram também exibidas ao público outras relíquias, como a suposta lança que o centurião romano Longinus cravou no corpo de Cristo cruxificado.  

As igrejas arménias de todo o mundo, onde vivem os cerca de dez milhões de membros da diáspora arménia, celebraram serviços eclesiásticos e colocaram os famosos cruzeiros de pedra arménios ou Jachkar (jach, cruz; kar, pedra) em memória das vítimas. 

No ato estiveram representadas as igrejas cristãs de todo o mundo, incluindo o Vaticano, que suscitou fortes protestos da Turquia quando o papa Francisco qualificou as perseguições à comunidade arménia otomana a partir de 1915 como "o primeiro genocídio do século XX".  

Os arménios acusam as autoridades otomanas de planificar a aniquilação sistemática desta minoria, iniciada simbolicamente em 24 de abril de 2015 com a detenção de centenas de intelectuais arménios em Constantinopla, capital do império.  

A Turquia anunciou na segunda-feira que também recordará os "arménios otomanos" mortos há 100 anos, mas o Presidente Recep Tayyip Erdogan já negou que o seu desaparecimento possa ser considerado um genocídio.  

Lusa

  • Governo quer aumentar fiscalização a baixas fraudulentas
    1:10

    País

    O Governo quer criar uma bolsa de médicos para fiscalizar quem recebe o subsídio por doença. A intenção foi manifestada à TSF pela secretária de Estado da Segurança Social. Em 2016 foram detetados mais de 56 mil trabalhadores com baixa médica que afinal estavam aptos para trabalhar.

  • Novo motim em prisão brasileira do Rio Grande do Norte

    Mundo

    Um motim ocorreu esta segunda-feira de madrugada numa prisão do estado brasileiro de Rio Grande do Norte, sem fazer feridos ou mortos, depois de uma rebelião numa outra prisão do mesmo estado ter feito 26 mortos no fim de semana.

  • Cheias e derrocadas destroem várias casas no Peru
    0:42

    Mundo

    Um deslizamento de terras seguido de uma inundação destruiu várias casas no Peru. As imagens mostram o momento em que o deslizamento acontece e o caos que se gerou. O trânsito ficou cortado e as inundações que se seguiram obrigaram várias pessoas a abandonar as suas habitações.