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Fotografia publicada no Facebook compara vacinação à violação

A imagem foi publicada no Facebook de uma comunidade anti-vacinação da Austrália, a Australian Vaccination-skeptics Network (AVN) e já foi retirada da página.  Os responsáveis da AVN dizem que não tiveram qualquer responsabilidade na publicação dessa fotografia. 

A fotografia a preto e branco foi publicada, esta quarta-feira, na página da comunidade. Mostra um homem a tapar a boca a uma mulher, com o seguinte texto: "penetração forçada: realmente não é grande coisa, se é apenas uma agulha de vacinação, e se ele é um médico. Realmente controla as suas próprias escolhas?"

De imediato choveram críticas, nas redes sociais. Até mesmo os defensores da não-vacinação consideraram a imagem de "mau gosto". Opinião semelhante tem a porta-voz do grupo, Meryl Dorey, que admitiu que "foi longe demais"

A fotografia foi entretanto retirada. Meryl Dorey, rejeita qualquer responsabilidade e garante que foi um seguidor do grupo que a publicou. (A página é aberta a comentários do público e seguidores). De acordo com um jornal australiano, a fotografia foi publicada por Ben Rush, um membro da AVN.

Os membros desta comunidade cética australiana defendem que cada um deve ser livre para escolher se vacina ou não as crianças e que o Estado não deve impor a vacinação. Acreditam ainda que existe uma ligação entre o autismo e as vacinas. 

Recentemente, a comunidade científica publicou um estudo que deita por terra esta teoria. Revelou que não existe qualquer ligação entre a vacina que previne o sarampo, a papeira e a rubéola e o autismo. O estudo liderado por Anjali Jain, médico em Falls Church, Virgínia, nos Estados Unidos da América, foi publicado no  "Journal of the American Medical Association".

A Entidade Reguladora da Saúde da Austrália, investigou, em 2014, a Australian Vaccination-skeptics Network e concluiu que a informação, publicada nos diversos canais desta organização, era "enganosa, deturpada e incorreta", e que a informação era suscetível de causar "medo e alarme" nas pessoas.

Alertou ainda os seguidores para procurarem segundas opiniões junto dos médicos. Na sequência desta investigação, a AVN perdeu o estatuto de organização de solidariedade e foi forçada a inserir "céticos" no nome.

A comunidade anti-vacinação continua a crescer na Austrália, de tal modo que, o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, afirmou, dia 12 de abril, que vai impedir o acesso dos pais, que recusem vacinar os seus filhos, a um pacote de benefícios que são concedidos pelo Estado.

O anúncio, surge numa altura de intenso debate sobre a imunização de crianças, com pais a defenderem que as vacinas contra doenças mortais são perigosas, num movimento que coincidiu com o ressurgimento do sarampo na Europa e nos Estados Unidos.
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