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Mais de mil mortos no Iémem desde 19 de março

Mais de 1.000 pessoas foram mortas no Iémen desde 19 de março, indicou hoje a ONU, afirmando ainda que espera repor "nos próximos dias" no terreno as equipas de funcionários estrangeiros da organização internacional. 

© Khaled Abdullah Ali Al Mahdi

"Os combates e os ataques aéreos da coligação (liderada pela Arábia Saudita e que tenta travar o avanço das milícias xiitas no território iemenita) afetam praticamente todo o país", declarou o coordenador humanitário da ONU no Iémen, Johannes Van Der Klaauw, numa declaração escrita.

"O preço a pagar pelos civis é imenso", acrescentou o representante.

No total, 1.080 pessoas foram mortas, incluindo 48 crianças e 28 mulheres, e outras 4.352 ficaram feridas desde 19 de março, segundo o mais recente balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O coordenador humanitário também sublinhou que mais de 150.000 pessoas foram obrigadas a sair das respetivas casas na sequência da vaga de violência que afeta o Iémen. Um número que vem agravar os níveis de deslocados daquele país, que já registava 300.000 deslocados internos antes da atual crise.

A degradação da situação humanitária no Iémen atingiu tais proporções que a OMS advertiu hoje para o colapso iminente dos sistemas de saúde e de cuidados médico-sanitários daquele país.

"Os casos de diarreia hemorrágica, de sarampo e de casos suspeitos de paludismo aumentaram", referiu Van Der Klaauw, acrescentando que no país, que importa normalmente cerca de 90% dos bens essenciais, está a faltar de tudo, nomeadamente alimentos, água, combustíveis e eletricidade.

Perante tal cenário, a ONU, que ordenou a retirada de todos os seus funcionários estrangeiros do território iemenita, espera repor estes elementos no terreno "nos próximos dias", concluiu o coordenador humanitário.

O conflito no Iémen acentuou-se em fevereiro último com a tomada da capital, Sanaa, pelas milícias xiitas 'huthis', e a consequente fuga do Presidente iemenita Abd Rabbo Mansur Hadi para a segunda cidade do país, Aden, e, perante o avanço dos rebeldes, para a Arábia Saudita.

Em meados de março, uma ofensiva militar conduzida por uma aliança internacional, liderada pela Arábia Saudita (sunita), iniciou raides aéreos para tentar travar o avanço das milícias xiitas.

Na passada terça-feira, a coligação internacional declarou o fim da ofensiva militar no Iémen, mas os raides aéreos contra as posições rebeldes ainda prosseguiam hoje.

Lusa
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