sicnot

Perfil

Mundo

Arménia assinala hoje 100 anos de genocídio

Os arménios recordam hoje os 100 anos da morte de cerca de 1,5 milhões dos seus antepassados que viviam no império otomano durante a I Guerra Mundial, apesar das críticas da Turquia que continua a rejeitar o termo genocídio.  

© Fabrizio Bensch / Reuters

As celebrações iniciaram-se na tarde de quinta-feira com a canonização das vítimas, consideradas "mártires", durante uma cerimónia religiosa ao ar livre em Etchmiadzine, a cerca de 22 quilómetros da capital Erevan, presidida pelo chefe da Igreja arménia, o catholicos Karekin II.

A cerimónia solene foi celebrada na presença de restos mortais dos arménios e arménias que sucumbiram entre 1915 e 1923, agora reunidos num único ossário e num novo local de culto e peregrinação.

Para Ancara, a perda de tantas vidas inocentes e a expulsão das suas terras ancestrais foi um destino comum para as populações da região, cristãs ou muçulmanas, em tempos de crises, guerras e caos.   

A questão arménia ganhou súbita atualidade na Turquia quando o jornalista turco-arménio Hrant Dink, redator do semanário Agos, colocou uma questão simples: "Havia um povo chamado Arménios que vivia nestas terras e que já cá não está. O que lhe aconteceu?". 

Perseguido, depois processado, o jornalista acabou assassinado frente à sede do seu jornal em 2007 por um jovem extremista nacionalista turco. Mais de 100.000 pessoas assistiram ao seu funeral, e muitos se terão recordado de uma outra sua frase, quando se referiu a dois povos que estavam doentes: "Os arménios sofrem de traumatismo, e os turcos de paranoia...".  

Os livros escolares turcos sempre prescindiam de mencionar o que tinha sucedido a este povo em 1915, oito anos antes da queda do império otomano e da fundação da República da Turquia por Mustafa Kemal Ataturk.  

O atual Governo islamita-conservador, no poder desde 2002, reconhece que centenas de milhares de arménios morreram devido aos combates na Anatólia oriental e à política de deportações das autoridades otomanas, apesar de continuar a rejeitar o termo "genocídio". 

Para as autoridades arménias, e diversos investigadores, a prisão e execução das elites intelectuais arménias de Istambul na noite de 24 para 25 de abril de 1915, numa ação premeditada, assinala o início do genocídio. E sublinham que em apenas alguns meses dois terços dos arménios do Império otomano, cerca de 1,3 milhões de pessoas, desapareceram.  

A versão oficial turca reduz a 500.000 o número habitualmente aceite de 1,5 milhões de arménios mortos entre 1915 e 1917, e insiste que foi resultado de uma violência étnica exercida em ambas as direções. 

A interpretação turca sublinha ainda a função dos grupos armados arménios que existiam no leste da Anatólia e que se aliaram ao exército russo no combate às forças otomanas. 



Lusa

  • As camisolas de Natal da família real britânica

    Mundo

    O espírito natalício invadiu ontem o Museu Madame Tussauds, em Londres. Foram reveladas as novas figuras de cera da família real britânica - cada membro enverga uma camisola de espírito festivo, com cãezinhos "reais" e "gingerbreadmen" de gosto duvidoso.

  • Os dias na Terra estão a ficar mais longos

    Mundo

    Os dias estão a tornar-se mais longos, mas impercetivelmente, porque vão ser precisos 6,7 milhões de anos para aumentarem um minuto, segundo um estudo publicado quarta-feira pela Proceedings A da Royal Society britânica.

  • As novas rotas da TAP em 2017
    1:59

    Economia

    No próximo ano, a TAP vai passar a voar para o Canadá. Além de Toronto, a companhia aérea vai também abrir cinco novas rotas para a Europa e aumentar algumas frequências. Fique a conhecer quais são.

  • Leica: a marca lendária entre os fotógrafos
    5:54