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Rajoy será o candidato do PP a primeiro-ministro

O chefe do Governo de Espanha e presidente do PP espanhol, Mariano Rajoy, confirmou hoje que será o candidato do partido às eleições gerais deste ano, mesmo que este tenha um mau resultado nas municipais e autonómicas do final de maio.

© Juan Medina / Reuters

"Sim, sim, quero ser o candidato [do PP às eleições gerais do final do ano] e, confiem em mim, vai correr-lhes bem", disse Mariano Rajoy, entre os risos da plateia, ao ser questionado no final de um fórum informativo da agência de notícias Europa Press, hoje em Madrid.

 

Sobre se vai promover mudanças no partido caso venha a ter um mau resultado nas eleições municipais e autonómicas de 24 de maio, Rajoy rejeitou. "Não tenho intenção de mudar o que seja no partido, com absoluta franqueza".

 

E acrescentou que mesmo que tivesse, também não o diria. "Mas dito isto, fiquem-se com a primeira afirmação", concluiu.

 

Rajoy, que está em plena atividade de comunicação com vista às eleições - passeios de rua, presenças em blogues, encontros com jornalistas e atos públicos - considerou ainda que o seu partido "está bem e vai ganhar".

 

"É um partido que não foi inventado há meia hora, que se porta sempre à altura e é uma força política segura, em que não sai um e entra outro. Dá solidariedade, integridade e aguenta em momentos de dificuldade", disse o primeiro-ministro espanhol.

 

Por outro lado, Rajoy admitiu que os casos de corrupção - como o que motivou a detenção de Rodrigo Rato ou o caso Gurtel - têm afetado o seu partido, "têm causado muito dano", mas recordou que os envolvidos "já não estão nas fileiras do PP".

 

"Estas coisas levam a um certo desgaste", disse o presidente do Governo, acrescentando que as "muitas decisões duras e difíceis" tomadas pelo Governo também têm um "custo eleitoral".

 

Sobre a data das eleições, Mariano Rajoy mantém que a ideia é realizá-las no final do ano e não antecipá-las para setembro - para que coincidissem com as autonómicas da Catalunha. Mas não fechou completamente a porta.

 

"Não descarto absolutamente nada", disse Rajoy, ao ser questionado sobre uma possível antecipação das eleições gerais. Mas disse logo em seguida que "toda a gente sabe" que, entre os seus muitos defeitos, não está o de "fazer coisinhas à pressa".

 

Por isso mesmo, insistiu que a sua intenção é marcar as eleições para a época prevista, ou seja, final do ano.

 

Questionado sobre porque não descartava então a data de 27 de setembro, Rajoy disse apenas: "Para não fechar uma porta".


Lusa

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