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Zuma culpa países africanos vizinhos de imigração maciça para África do Sul

O Presidente sul-africano, Jacob Zuma, cujo país está a ser acusado de violência xenófoba, acusou hoje os seus vizinhos africanos, imputando-lhes as causas da imigração maciça para a África do Sul.  

© POOL New / Reuters

"A minha opinião é que estes problemas devem ser discutidos na União Africana, porque se temos um problema de xenofobia, os países nossos irmãos para ele contribuíram. Porque é que os seus cidadãos não estão nos respetivos países", interrogou-se o Presidente sul-africano, num discurso proferido em Pretória, por ocasião do feriado nacional. 

"Algumas das questões levantadas pelos representantes dos cidadãos estrangeiros devem realmente ser debatidas, desde logo na SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), e também na União Africana", defendeu o chefe de Estado, que os consultou a todos nos últimos dias, após a onda de violência que fez pelo menos sete mortos, três dos quais eram moçambicanos, desde o início de abril em Durban e Joanesburgo.

"Alguns deles fizeram acusações muito graves aos seus países, o que explica porque estão na África do Sul", sublinhou Zuma.

"Outros avisaram mesmo que era quase certa a chegada de uma nova vaga de refugiados, dada a evolução da situação nos seus países", acrescentou.

"Não creio que seja necessário adotar uma postura crítica em relação a outros Governos, nós não podemos fazê-lo", observou o Presidente sul-africano.

As reações foram, por vezes, violentas no resto do continente, após a vaga de ataques a estrangeiros na África do Sul, que tiveram sobretudo como alvos cidadãos africanos.

Multiplicaram-se os apelos ao boicote de produtos sul-africanos, ao passo que a Nigéria chamou o seu embaixador em Pretória.

Condenando mais uma vez esses extremos, Jacob Zuma recordou que os imigrantes contribuem para a economia do país. Condenou, porém, o aumento da imigração clandestina, sendo os imigrantes ilegais frequentemente acusados de aceitar trabalho menos bem pago.

"Devemos atacar as causas profundas da violência e das tensões, que são a herança da pobreza, do desemprego e das desigualdades no nosso país e no nosso continente, e da luta por recursos limitados", salientou o chefe de Estado sul-africano.

A violência xenófoba que abalou os subúrbios de Durban e Joanesburgo durante as três primeiras semanas de abril fizeram oficialmente sete mortos e milhares de deslocados.

Não há registo da ocorrência de qualquer incidente grave desde há uma semana, altura em que o exército sul-africano foi destacado para alguns pontos estratégicos para impedir excessos. Na passada segunda-feira, ainda efetuou dois raides com a polícia em Joanesburgo.

Lusa
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