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"Balanço medonho" nos direitos humanos na Arábia Saudita, denuncia Amnistia

A Amnistia Internacional (AI) lamentou hoje a ausência de progressos nos direitos humanos na Arábia Saudita, e que o rei Salman, há cerca de 100 dias no poder, não tenha tomado medidas para "melhorar um balanço medonho". 

Mohammed al-Bajadi, membro fundador de uma das raras associações de defesa dos direitos humanos na Arábia Saudita, condenado a dez anos de prisão.

Mohammed al-Bajadi, membro fundador de uma das raras associações de defesa dos direitos humanos na Arábia Saudita, condenado a dez anos de prisão.

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"Cerca de 100 dias após o rei Salman bin Abdel Aziz al Saud ter acedido ao trono da Arábia Saudita, as perpetivas de progressos dos direitos humanos neste país não são muito promissoras", escreve a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos num comunicado publicado por ocasião da visita do Presidente francês, François Hollande, ao reino saudita. 

"Em vez de tomar medidas para melhorar o balanço medonho da Arábia Saudita em matéria de direitos humanos, o rei Salman lidera uma repressão perpétua dos detratores do Governo e militantes pacifistas (...) os primeiros meses do seu reinado foram marcados por uma vaga de execuções sem precedentes", de acordo com o diretor do programa Médio Oriente da AI, Philip Luter, citado no comunicado. 

A organização já apresentou uma série de recomendações ao novo rei, e pede a libertação de dezenas de defensores dos direitos humanos, dissidentes e militantes, mas não recebeu qualquer resposta, precisa a AI. 

A delegação francesa da organização e outras ONG realizam na quinta-feira, em Paris, uma concentração em defesa do bloguista Raef Badaoui, condenado a dez anos de prisão e mil chicotadas por "insulto ao Islão". 

François Hollande está na Arábia Saudita para participar, como convidado de honra, numa cimeira das monarquias do Golfo, uma estreia para um chefe de Estado ocidental. 

Esta é "uma ocasião que o Presidente francês deve aproveitar para pedir publica e firmemente a libertação" de Raef Badaoui, considerou a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) em comunicado. 

"É inconcebível que a França mantenha o silêncio sobre a condenação bárbara deste jovem bloguista que, a qualquer momento, pode voltar a ser julgado por apostasia e condenado à morte", declarou Christophe Deloire, secretário-geral da RSF. 

Lusa
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