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Presidente sírio admite recentes revezes militares

O Presidente sírio Bashar al-Assad reconheceu hoje pela primeira vez que o seu exército sofreu diversos revezes militares mas assegurou que a guerra contra os grupos rebeldes não está perdida.   

© Handout . / Reuters

"Não falamos de nem de dezenas, nem de centenas mas de milhares de batalhas e naturalmente nas batalhas existem retiradas, vitórias e perdas. Existem altos e baixos", disse em Damasco durante as celebrações do Dia dos Mártires. 

"Atualmente estamos envolvidos numa guerra, e uma guerra não é uma batalha, mas uma série de batalhas", acrescentou durante um discurso pronunciado numa escola para crianças de soldados mortos em combate. 

Nas últimas semanas as forças rebeldes, incluindo a Frente Al-Nusra, o ramo sírio da Al-Qaida, conquistaram a estratégica cidade de Jisr al-Shughur, capital da província e Idlib, e uma base militar na região. 

As derrotas militares nesta província, o avanço dos grupos insurgentes no sul e o fracasso das tentativas em avançar na região de Damasco face a uma rebelião unificada contribuíram para aumentar as especulações sobre a atual capacidade das forças do regime. 

Mas al-Assad, rodeado de jovens estudantes, pediu aos seus apoiantes para se manterem firmes e com moral elevada. "Quando existem revezes, devemos enquanto sociedade cumprir o nosso dever e apoiar o moral do exército e não esperar que seja ele que deve apoiar o nosso", insistiu, antes de pedir que seja banido "o espírito de frustração e de desespero após uma perda aqui ou ali".   

Sem reconhecer a queda de Jisr al-Shughur, o Presidente sírio prestou homenagem às forças do regime cercadas pelos rebeldes num hospital a sul da cidade. "O exército vai chegar em breve para ajudar os seus heróis bloqueados no hospital de Jisr al-Shughur", assegurou. 

Cerca de 150 soldados estão cercados há duas semanas neste hospital e envolvidos em intensos combates com as forças sitiantes da Frente al-Nusra e de outras fações islamitas. 

No plano internacional, al-Assad definiu o Presidente turco Recep Tayyip Erdogan como um "assassino" e comparou-o a Jamal Pacha, o governador otomano da Grande Síria, apelidado "o carniceiro" por ter ordenado, em 06 de maio de 1916, o enforcamento de nacionalistas árabes em Damasco e Beirute, durante a I Guerra Mundial. O Dia dos Mártires foi instituído em sua memória. 

Lusa
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