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Ator indiano que atropelou e matou sem-abrigo aguarda recurso em liberdade

O supremo tribunal de Bombaim adiou hoje a entrada na prisão da estrela de cinema Salman Khan, depois de determinar a sua liberdade sob fiança até que o recurso que o ator interpôs seja analisado pelas autoridades judiciais.

© Shailesh Andrade / Reuters

O ator indiano foi condenado, na quarta-feira, a cinco anos de prisão por ter atropelado e matado um sem-abrigo e depois ter fugido do local, em 2002, num bairro de Bombaim.

O juiz Abhay Thipsay concedeu a Khan, estrela da indústria de cinema indiana, conhecida como "Bollywood", a liberdade provisória depois de impor uma fiança de 400 dólares (356 euros) e ordenar que o seu passaporte fosse confiscado, além de o obrigar a registar um novo pedido de fiança, segundo os meios de comunicação locais.

O tribunal começa hoje o seu período de férias de verão, e assim, até 08 de junho, não será retomado o processo contra o ator, que há 13 anos atropelou em Bombaim vários sem-abrigo que dormiam numa calçada, matando um e ferindo outros quatro, tendo fugido do local, segundo a agência de notícias indiana IANS.

Apesar de receber o apoio de outras estrelas de cinema e fãs, um grupo de pessoas manifestava-se à porta do tribunal pedindo que o famoso ator fosse preso.

No dia do acidente, o ator, conhecido como "o rapaz mau" de Bollywood, fugiu do local sem prestar ajuda às vítimas e só no dia seguinte se apresentou na esquadra de polícia.

O motorista de Khan, Ashok Singh, apresentou-se no tribunal (num processo que começou em 2006) e assegurou que era ele que conduzia o veículo naquela noite do acidente, versão que voltou a apresentar durante a audiência de imposição da fiança.

No entanto, várias testemunhas disseram que era o ator a conduzir o carro na noite do acidente.

Salman Khan é filho de um guionista muito conhecido e trabalhou em mais de 100 filmes, depois do seu primeiro sucesso "Maine Pyar Kiya (Eu apaixonei-me)", nos anos de 1980.

O ator esteve sempre envolvido em controvérsias e passou uma semana na prisão por ter matado uma gazela, de uma espécie ameaçada, em 1998 durante uma caçada.

 
Lusa
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