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Avião militar cai em Sevilha, Rajoy admite 8 a 10 mortos

Avião militar cai em Sevilha, Rajoy admite 8 a 10 mortos

Um avião militar de carga despenhou-se hoje em Sevilha, Espanha, pouco depois da descolagem, tendo o chefe de Governo espanhol, Mariano Rajoy, admitido a morte dos "8 a 10" tripulantes que seguiam a bordo do A400M.

"No avião viajavam oito a dez pessoas que terão falecido", disse Mariano Rajoy, citado pela agência de notícias espanhola EFE, durante um comício de campanha em La Laguna, o qual foi interrompido assim que o chefe do executivo espanhol foi informado do acidente aéreo.

 

Fontes citadas pela EFE referem que a empresa Airbus, que tem uma fábrica de montagem em San Pablo, utiliza o aeroporto da capital da Andaluzia para a realização de testes.

 

Segundo a EFE, o avião caiu a cerca de uma milha a norte do Aeroporto de Sevilha, adiantando que a Espanha não possui este modelo da Airbus, e que o mesmo foi apenas adquirido, até hoje, pela França, Inglaterra e Turquia.

 

Para o local foram enviados vários meios de socorro.

 

Segundo o jornal espanhol El País, apesar de o acidente aéreo ter ocorrido fora do perímetro do aeroporto de Sevilha, este foi encerrado ao tráfego aéreo.

 

A aeronave militar A400M é o maior propulsor do mundo e a sua produção industrial começou em 2011.

 

O projeto desta aeronave militar nasceu em 2003, após o acordo de sete países (Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Turquia, Bélgica e Luxemburgo), que concordaram em comprar 180 unidades.

 

O programa tinha previsto um investimento inicial de 20 mil milhões de euros, mas foi aumentado em 11 mil milhões pela quantidade de tecnologia que requer este modelo.

 

No caso da Espanha, acrescenta o El País, o Governo comprometeu-se a comprar 27 destes aviões.

 

A primeira entrega estava prevista para o início de 2016, com o objetivo de substituir os Hércules C-130, avião de transporte tático, ao serviço desde 1973.

 

Lusa

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