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Alemanha suspende uso do seu único Airbus A400M depois de acidente em Sevilha

A Alemanha suspendeu temporariamente a operação do seu único avião militar de carga Airbus A400M, até serem conhecidos os resultados da investigação do primeiro acidente mortal com uma destas aeronaves, no sábado, em Sevilha, anunciou fonte militar. 

© Stefan Wermuth / Reuters

"Depois da queda do A400M, perto de Sevilha, decidiu-se no sábado suspender, até nova ordem, os voos de treino do único A400M alemão da força aérea alemã", disse um assessor de imprensa das forças armadas à agência de notícias France Presse.

Já hoje, também o ministério da Defesa do Reino Unido anunciou que suspendeu temporariamente as operações dos seus aviões Airbus A400M. A força aérea britânica tem dois aviões de transporte militar A400M, o primeiro dos quais foi entregue em novembro passado, e encomendou um total de 22 aeronaves, que espera receber nos próximos anos. 

Quatro funcionários da Airbus morreram e outros dois ficaram feridos na queda do avião que estava a ser testado e tinha como destino um cliente na Turquia.

A aeronave caiu nas proximidades do Aeroporto de San San Pablo, em Sevilla, pelas 13:00 locais (12:00 Lisboa), após a descolagem.

A Airbus enviou uma equipa de técnicos ao local para investigar as causas do acidente em coordenação com as autoridades espanholas.

No avião seguiam seis pessoas, um piloto, um copiloto, um mecânico e três engenheiros, cujas identidades ainda são desconhecidos. 

Um dos feridos, um homem, de 49 anos, foi transportado para um hospital de Sevilha com traumatismo torácico, enquanto o outro, cuja idade não é referenciada, apresentava traumatismo craniano, queimaduras na face e fratura das pernas.

A aeronave militar A400M é o maior propulsor do mundo e a sua produção industrial começou em 2011. 

O projeto desta aeronave militar nasceu em 2003, após o acordo de sete países (Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Turquia, Bélgica e Luxemburgo), que concordaram em comprar 180 unidades. 

O programa tinha previsto um investimento inicial de 20 mil milhões de euros, mas foi aumentado em 11 mil milhões pela quantidade de tecnologia que requer este modelo.


Lusa
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