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UE, EUA e Suíça pedem adiamento das eleições no Burundi

A União Europeia (UE), os Estados Unidos e a Suíça apelaram esta segunda-feira ao Governo do Burundi para adiar as eleições, quando o movimento de contestação a um terceiro mandato do presidente Pierre Nkurunziza já causou 19 mortos.

O Burundi, pequeno país da região africana dos Grandes Lagos, tem previstas para 26 de maio as eleições legislativas e municipais e para 26 de junho as presidenciais. (Arquivo)

O Burundi, pequeno país da região africana dos Grandes Lagos, tem previstas para 26 de maio as eleições legislativas e municipais e para 26 de junho as presidenciais. (Arquivo)

© Jean Pierre Harerimana / Reuters

"Encorajámos fortemente o governo burundiano a tomar medidas para apaziguar a situação e a ideia de um adiamento do calendário eleitoral seria para nós algo positivo", declarou o enviado especial da UE para a região, Koen Vervaeke, falando também em nome dos Estados Unidos e da Suíça durante uma reunião mensal entre os europeus e o governo do Burundi, à qual se juntaram excecionalmente os outros dois países.  

Durante a reunião, a Holanda e a Suíça anunciaram a suspensão da sua ajuda eleitoral ao Burundi, depois da Bélgica, ex-potência colonial do país, ter feito o mesmo anúncio.  

O Burundi, pequeno país da região africana dos Grandes Lagos, tem previstas para 26 de maio as eleições legislativas e municipais e para 26 de junho as presidenciais.   

Pierre Nkurunziza, eleito em 2005 e em 2010, é o candidato do seu partido, o CNDD-FDD, às presidenciais e as manifestações de protesto, proibidas pelo poder, começaram a 26 de abril, um dia depois da sua designação. 

Os opositores consideram um terceiro mandato anticonstitucional, mas o Tribunal Constitucional validou a candidatura de Nkurunziza. 

Desde o início do movimento de contestação, confrontos entre manifestantes, polícia e jovens do CNDD-FDD (os Imbonerakure, classificados como uma milícia pela ONU) causaram 19 mortos e, segundo as Nações Unidas, levaram mais de 50.000 burundianos a fugirem para países vizinhos. 

"As condições mínimas para se realizarem as eleições não estão reunidas, quer dizer a liberdade dos media, de manifestação pacífica", considerou Vervaeke. 

A comunidade da África de Leste (Burundi, Ruanda, Quénia, Tanzânia, Uganda) reúne-se numa cimeira extraordinária sobre a crise burundiana na quarta-feira em Dar es Salaam.
Lusa
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