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UNESCO alerta para destruição da capital do Iémen, património cultural da Humanidade

Bombardeamentos "intensos" da aviação saudita na noite de segunda-feira provocaram "sérios danos" na cidade velha da capital iemenita Saana, classificada património mundial da Humanidade, alertou esta terça-feira a UNESCO.  

"Nos últimos dias, a UNESCO recebeu informações que indicam importantes estragos que afetam locais culturais significativos no Iémen", refere em comunicado a agência da ONU sediada em Paris, que também apela à "proteção do património cultural único do país".

"Nos últimos dias, a UNESCO recebeu informações que indicam importantes estragos que afetam locais culturais significativos no Iémen", refere em comunicado a agência da ONU sediada em Paris, que também apela à "proteção do património cultural único do país".

Abdulnasser Alseddik / AP

"Nos últimos dias, a UNESCO recebeu informações que indicam importantes estragos que afetam locais culturais significativos no Iémen", refere em comunicado a agência da ONU sediada em Paris, que também apela à "proteção do património cultural único do país".  

As informações recolhidas pela UNESCO referem que a cidade velha de Sanaa, incluindo edifícios em adobe, mesquitas e 'hammams' (saunas) anteriores ao século XI "foram intensamente bombardeados na noite de 11 de maio de 2015, provocando sérios estragos em numerosos edifícios históricos".  

A cidade histórica de Saada, bastião dos rebeldes 'huthis' no norte e o campo arqueológico da cidade fortificada pré-islâmica de Baraqish (noroeste) "foram igualmente danificados", lamenta a Unesco.  

"Condeno estas destruições e apelo a todas as partes para colocarem o património cultural á margem dos conflitos", declarou a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, para quem o património representa "um excecional testemunho das realizações da civilização islâmica".  

Edificada num vale de montanha a 2200 metros de altitude, Sanaa foi nos séculos VII e VIII um importante centro de propagação do islão. A cidade inclui 103 mesquitas, 14 'hammams' e cerca de 6000 edifícios, incluindo as casas-torre e outras em adobe, construídas antes do século XI. 

Uma coligação árabe, dirigida pela Arábia Saudita, desencadeou no final de março uma operação militar no Iémen contra os rebeldes xiitas 'huthis' aliados do Irão, que controlam parte do país e se opõem ao presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, que se refugiou em Riade.  

Na segunda-feira os sauditas intensificaram os bombardeamentos na véspera de uma trégua que deverá começar hoje, para permitir o envio de ajuda humanitária.  

Segundo a ONU, pelo menos 1400 pessoas já foram mortas desde o início da intervenção saudita, na larga maioria civis. 
Lusa
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