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Grupo designado Estado Islâmico reivindica atentado de Carachi contra xiitas

O grupo designado Estado Islâmico reivindicou o ataque a tiro a um autocarro no Paquistão, que transportava membros da minoria xiita ismaelita, e que matou 43 pessoas, alegadamente o seu primeiro atentado neste país.

Dezenas de elementos das Forças Armadas da Síria terão sido capturados pelo Estado Islâmico numa zona desértica (Arquivo Reuters)

Dezenas de elementos das Forças Armadas da Síria terão sido capturados pelo Estado Islâmico numa zona desértica (Arquivo Reuters)

© Omar Sanadiki / Reuters

A reivindicação deste grupo, feita através da rede social Twitter, é suscetível de agravar os receios com a influência desta organização extremista, baseada no Médio Oriente, uma vez que esta ação sucede ao anúncio, feito em janeiro, da criação de um ramo numa região que engloba o Afeganistão, o Paquistão e partes dos países vizinhos. 

"Graças a Alá, foram mortos 43 apóstatas e cerca de 30 foram feridos", declarou o grupo, em declaração feita em Árabe.

O Paquistão tem assistido a uma onda crescente de violência sectária nos últimos anos, em particular contra os xiitas, que representam cerca de 20% da sua população, maioritariamente muçulmana, de 200 milhões. 

Fonte militar adiantou que o ataque foi feito por seis homens, que se deslocavam em motocicletas, que entraram no autocarro e dispararam indiscriminadamente. 

O príncipe Karim Aga Khan, que é o líder espiritual da comunidade ismaelita mundial, já condenou o atentado, à semelhança do primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, e do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Tem havido preocupações crescentes com a possibilidade de o grupo conseguir apoio no Paquistão, que tem dezenas de grupos a atuar. 

Um grupo designado Jundullah, que já reivindicou atentados relevantes, incluindo um a uma igreja em Peshawar, que matou 81 cristãos em 2013, também reclamou a autoria deste ataque ao autocarro. 

O Jundullah já declarou a sua obediência ao grupo Estados Islâmico. 

Lusa
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