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Taxas de fertilidade nos países da OCDE são "preocupantes"

As taxas de fertilidade nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) são "preocupantes", tendo caído em muitos países, especialmente em Portugal, com uma das mais baixas taxas do mundo. 

(REUTERS/ ARQUIVO)

A propósito do Dia Internacional da Família, que se assinala na sexta-feira, a OCDE (uma organização que junta 34 países, considerados dos mais desenvolvidos) publicou hoje os dados mais recentes sobre as tendências demográficas dos países membros (e mais seis países também considerados desenvolvidos). 

 
 

E os dados revelam "que as tendências demográficas a longo prazo são preocupantes, com as taxas de fertilidades a caírem em muitos países". Hoje as mulheres dos países da OCDE têm menos de dois filhos, 1,67 é a média, quando em 1995 a média era de 1,72 e em 1970 era de 2,76. 

 
 

A descida é geral mas mais grave em países como Portugal, Grécia, Coreia do Sul, Polónia, Eslováquia e Espanha, onde a média ronda os 1,3 filhos por mulher. 

 
 

Portugal passou de 2,83 filhos em 1970 para 1,41 em 1995 e 1,21 em 2013. Atrás de Portugal apenas a Coreia do Sul, com uma média de 1,21 filhos por mulher. 

 
 

De acordo com o portal estatístico GlobalStat, em 2010 Portugal, em conjunto com a Coreia do Sul, tinha a segunda taxa de fertilidade mais baixa do mundo, 1,32, só ultrapassado pela Bósnia Herzegovina e Singapura, ambos com 1,28. O Níger tinha a mais alta taxa, 7,58. 

 
 

Segundo os dados da OCDE, em 2013 era Israel que tinha uma mais alta taxa de fertilidade, 3,02 filhos por mulher, seguido da Índia (2,48) e da África do Sul (2,34). A França era o país da União Europeia com mais filhos por mulher, 1,98. 

 
 

A OCDE, num comunicado hoje divulgado, nota que que as taxas de fertilidade dependem de muitos fatores, dos sistemas fiscais às prestações sociais, da existência de creches às licenças de maternidade/paternidade. E diz que reformas feitas na década passada em muitos países, de apoio às famílias, não tiveram "um efeito significativo". 

 
 

A Coreia do Sul é o país no qual os pais que trabalham têm direito a mais dias por nascimento de filhos, com Portugal também acima da média da OCDE. No Japão e na Coreia do Sul a licença (com manutenção do ordenado) vai até um ano mas menos de cinco por cento dos pais a aproveitam (por um questão de cultura do trabalho).



Lusa

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