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Malásia pede a Myanmar que pare de perseguir a minoria rohingya

O Governo malaio defendeu hoje que o sudeste asiático tem de enviar uma "mensagem muito forte" a Myanmar, para que cesse a opressão à minoria rohingya, que está a fugir do país, gerando receios de uma crise humanitária regional.

(Reuters/ Arquivo)

O vice-ministro do Interior do Governo da Malásia, Wan Junaidi Tuanku Jaafar, disse que o número crescente de refugiados no sudeste asiático era causado, em grande parte, pelo tratamento de Myanmar aos rohingya, uma minoria muçulmana que enfrenta discriminação e tem sido alvo de violência.

"Claro que há um problema com a forma como tratam os rohingya em Myanmar [antiga Birmânia]", disse Wan Junaidi à AFP.

"É por isso que temos de enviar uma mensagem muito forte a Myanmar de que tem de tratar as pessoas com humanidade. Têm de ser tratados como seres humanos e não podem ser tão opressivos", afirmou.

A Malásia disse esta semana que vai recusar os barcos que cheguem com imigrantes de Myanmar e do Bangladesh, a não ser que estejam em perigo iminente de naufrágio, seguindo a atitude tomada pela Indonésia.

Pelo menos 2.000 pessoas em barcos foram resgatadas, nadaram para terra ou tiveram de se ir embora, após terem chegado às costas da Malásia e Indonésia, desde o fim de semana passado.

Organizações de defesa dos direitos dos migrantes já alertaram que a rejeição dos barcos pode significar uma pena de morte para as pessoas que já enfrentam o risco de morrer à fome ou devido a doenças, após várias semanas no mar.

Acredita-se que milhares de pessoas estejam atualmente presas no mar ou abandonadas pelos traficantes.


Lusa
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