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Pelo menos 14 feridos no segundo dia de greve contra projeto mineiro no Peru

Pelo menos 14 pessoas ficaram feridas na quarta-feira durante confrontos entre manifestantes e polícia no segundo dia de greve, no sul do Peru, contra o projeto mineiro Tía María, da empresa mexicana Southern Copper.

© Enrique Castro-Mendivil / Reu


Segundo a imprensa local, sete polícias ficaram feridos no distrito de Cocachacra, província de Islay, após serem atingidos por pedras e objetos contundentes lançados por manifestantes a partir do topo de montanhas e das plantações de arroz da zona. 

Outros sete estudantes universitários também ficaram feridos quando entraram em conflito com agentes policiais no exterior da Universidade Nacional de San Agustín, na cidade de Arequipa.

Dois dos universitários ficaram feridos devido ao rebentar de bombas de gás lacrimogéneo enquanto outros cinco foram atingidos com disparos da polícia, segundo o diário La República.

A greve foi convocada pela Federação de Trabalhadores, e contou com o apoio do sindicato dos professores, da construção civil e de frentes de defesa de bairros muito populados, como o Cono Norte.

Os líderes do protesto afirmaram na segunda-feira que vão continuar a greve, apesar de, no fim de semana, o Governo ter ordenado a militarização de Islay.

A Southern Copper, uma filial do Grupo México, anunciou no passado dia 27 de março, que vai continuar a desenvolver o projeto depois de o seu porta-voz oficial no Peru ter informado que este iria ser cancelado devido ao que definiu como "terrorismo anti-mineiro". 

A Southern Copper investiu 1.400 milhões de dólares (cerca de 1.230 milhões de euros) para a construção do Tía María, cuja produção estimada é de 120.000 toneladas métricas anuais de cátodos de cobre.



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