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Marine Le Pen acusa Valls e Sarkozy de hipocrisia na postura face aos migrantes

A líder da Frente Nacional (FN) francesa Marine Le Pen acusou hoje o primeiro-ministro Manuel Valls e o ex-presidente Nicolas Sarkozy de estarem "completamente submetidos" às diretrizes da União Europeia (UE) sobre imigração, acusando-os de hipocrisia.

© Charles Platiau / Reuters

Na opinião da líder da FN, citada pela agência espanhola EFE, Valls e Sarkozy "quiseram dar a sensação, por razões mediáticas e eleitoralistas" de estar em desacordo com a UE a respeito da instauração de quotas de asilo, mas "a base da sua política é mais pró imigração do que nunca".

O primeiro-ministro, segundo Le Pen, "cita uma distribuição mais justa dos estrangeiros que chegam às costas da Europa" e portanto "uma maior carga migratória", enquanto Sarkozy, líder dos conservadores da UMP, "reclama um Schengen 2", o que "implica submeter-se mais à política de zero fronteiras e à imigração massiva".

O plano de ação para a imigração e o asilo apresentado na quarta-feira em Bruxelas prevê quotas obrigatórias para uma repartição equitativa dos refugiados e, em caso de crise, uma transferência dos requerentes de asilo entre os Estados da UE.

O primeiro-ministro, Manuel Valls, afirmou no sábado ser contra a quota de migrantes.

 "Ao apoiar esse sistema europeu, tanto Valls como Sarlkozy, tanto o Partido Socialista como o UMP, são cúmplices da imigração anárquica, pouco importa qual seja o seu discurso perante as câmaras", disse Le Pen em comunicado citado pela EFE.

De acordo com o plano da Comissão Europeia, para lidar com o grande aumento de migrantes ilegais que têm chegado ao território europeu, a distribuição pelos vários Estados-membros deverá ter em conta o Produto Interno Bruto nacional, a população, as taxas de desemprego e número de refugiados já admitidos por cada país.

Le Pen rejeitou "categoricamente" esta posição da UE e pediu a restauração "imediata" das fronteiras nacionais francesas e o congelamento das políticas de asilo, reclamando ainda a suspensão das ajudas sociais aos demandantes de asilo e aos clandestinos "para dissuadi-los" a ir para França.

A recondução à fronteira dos imigrantes ilegais que já se encontram em França e a devolução "sistemática" dos barcos com migrantes aos portos de origem são também reclamações da líder da FN.

A imigração é um tema sensível em França. A extrema-direita, com um discurso eurofóbico e anti-imigrantes, tem crescido eleitoralmente e a oposição de direita pede regularmente a revisão dos acordos de Schengen sobre a livre circulação na UE.





Lusa
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