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Cerca de 30 mil manifestantes em apoio ao primeiro-ministro da Macedónia

Cerca de 30.000 manifestantes reuniram-se hoje em Skopje para apoiar o primeiro-ministro conservador Nikola Gruevski, acusado pela oposição de corrupção e escutas ilegais em larga escala, refere a agência noticiosa AFP.  

© Ognen Teofilovski / Reuters

Os manifestantes continuavam a afluir para a entrada do parlamento para a concentração marcada para o início da noite, enquanto cerca de mil apoiantes da oposição de centro-esquerda, que exige a demissão do primeiro-ministro, se concentravam a menos de dois quilómetros, frente à sede do governo da ex-república jugoslava.  

O líder dos sociais-democratas macedónios, Zoran Zaev, apelou aos manifestantes para permanecerem frente ao edifício neoclássico onde funciona o executivo "até que (Nikola Gruevski) se demita". 

No domingo, mais de 20.000 pessoas concentraram-se em Skopje para pedir a demissão do primeiro-ministro conservador. Manifestações antigovernamentais de menor amplitude vêm sendo realizadas desde há semanas em Skopje, enquanto a oposição denuncia regularmente casos de corrupção e de suborno implicando o governo.

Desafiando a oposição, o primeiro-ministro disse no sábado não ter qualquer intenção de se demitir, adiantando que por trás da oposição se encontram serviços secretos estrangeiros.

Ao contrário, três dos seus colaboradores, os ministros do Interior e dos Transportes e o chefe dos serviços de informações, apresentaram as suas demissões.

Ex-república jugoslava com 2,1 milhões de habitantes (25% de etnia albanesa), a Macedónia enfrenta uma crise política desde o início do ano.

Gruevski e o seu partido (VMRO-DPMNE) foram reeleitos para um novo mandato de quatro anos em legislativas antecipadas em abril, mas a oposição tem recusado participar nos trabalhos do parlamento e denuncia "fraudes" cometidas durante o escrutínio.

A antiga República Jugoslávia da Macedónia (FYROM, ainda o nome oficial devido ao contencioso territorial com a vizinha Grécia) também permanece em choque após os sangrentos confrontos entre a polícia e um grupo de albaneses armados que provocou 18 mortos entre 09 e 10 de maio.  

Os incidentes na cidade de Kumanovo (norte) foram os mais graves desde que a Macedónia evitou por pouco uma guerra civil em 2001, após uma rebelião armada albanesa. 






Lusa
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