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Arábia Saudita quer contratar carrascos devido ao aumento das execuções

As autoridades da Arábia Saudita estão à procura de carrascos que terão a responsabilidade de executar, por decapitação, os condenados à morte naquele país, onde já foram executadas este ano 85 pessoas.

Este processo de recrutamento coincide com um aumento do número de execuções no reino saudita, onde os crimes de homicídio, tráfico de droga, violação, homossexualidade, bruxaria, apostasia e assalto à mão armada são puníveis com a pena de morte. (Arquivo)

Este processo de recrutamento coincide com um aumento do número de execuções no reino saudita, onde os crimes de homicídio, tráfico de droga, violação, homossexualidade, bruxaria, apostasia e assalto à mão armada são puníveis com a pena de morte. (Arquivo)

© Jaime Saldarriaga / Reuters

A oferta de trabalho, hoje divulgada no 'site' do Ministério do Serviço Público saudita, propõe oito vagas e não requer qualificações específicas ou experiência, podendo qualquer interessado candidatar-se ao cargo que terá como função "executar condenados à morte". 

Os futuros contratados terão também de fazer "amputações" a pessoas condenadas por roubo. 

Este processo de recrutamento coincide com um aumento do número de execuções no reino saudita, onde os crimes de homicídio, tráfico de droga, violação, homossexualidade, bruxaria, apostasia e assalto à mão armada são puníveis com a pena de morte.

A Arábia Saudita, país ultraconservador, aplica uma versão rígida da 'sharia' (lei islâmica). 

Desde o início deste ano, 85 pessoas foram executadas na Arábia Saudita, contra um total de 87 execuções em todo o ano de 2014.

A última decapitação foi hoje consumada e envolveu um cidadão saudita acusado de sequestro e violação de menores.

Num relatório da Amnistia Internacional, datado de 2014, o reino saudita figurava entre os países do mundo que mais executam pessoas, ao lado da China, Irão e Iraque.
Lusa
  • Execução de estrangeiros pelo "Estado Islâmico" compete a um só homem
    2:35

    Daesh

    A estrutura de comando do auto-proclamado Estado Islâmico é dominada por estrangeiros. Um dos chefes é o carrasco das execuções, conhecido por Jihadi John. Uma testemunha, um tradutor dissidente que assistiu a alguns dos atos, fugiu para o sul da Turquia, onde revelou a um repórter da Sky News que qualquer um pode matar sírios, mas a execução de estrangeiros é um exclusivo de Jihadi John.