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Pelo menos 13 mortos e 53 feridos num atentado suicida em Cabul

Pelo menos 13 pessoas morreram e 53 ficaram feridas hoje num atentado suicida com um veículo armadilhado no parque de estacionamento do ministério da Justiça em Cabul, indicaram hoje fontes oficiais afegãs. 

© Omar Sobhani / Reuters

Um bombista suicida detonou uma viatura carregada de explosivos quando muitos funcionários estavam a sair do edifício, disse o chefe de Emergências Policiais do departamento do Interior, Homayoon Aini. 

Os mortos são o autor do atentado e 12 empregados do ministério, ao passo que os feridos são todos trabalhadores do ministério, confirmou uma fonte citada pela agência de notícias espanhola, Efe, a coberto do anonimato. 

O departamento de Saúde contabilizou 53 feridos, indicou o porta-voz Ismail Kawusi, acrescentando que os números "não são finais".

O ministro da Justiça afegão, Abdul Basir Anwar, encontrava-se dentro do edifício no momento do atentado, indicou uma fonte do seu departamento sob anonimato. 

A explosão ocorreu a escassos 150 metros do Palácio Presidencial e numa zona do coração da capital afegã que alberga diversos ministérios e gabinetes governamentais.

Os talibãs reivindicaram a autoria do ataque e asseguraram que nele morreram e ficaram feridos "dezenas" de funcionários do ministério da Justiça, disse o porta-voz do grupo rebelde Zabihullah Mujahid em comunicado. 

"O atentado suicida ocorreu quando os empregados do ministério da Justiça estavam a entrar nos seus carros", relatou Mujahid, sublinhando que a sua formação continuará a perpetrar atentados contra órgãos judiciais, enquanto forem permitidos "a tortura e os assassínios ilegais" de prisioneiros rebeldes.

A capital afegã registou um aumento no número de atentados desde o início da ofensiva talibã da primavera, no passado dia 24.

No domingo, quatro pessoas morreram e 20 ficaram feridas num atentado-suicida contra uma coluna da missão policial da União Europeia no Afeganistão (EUPOL) nas imediações do aeroporto internacional. 

A NATO pôs fim, em 2014, à sua missão de combate no Afeganistão, a ISAF, substituída desde janeiro por uma operação com 4.000 soldados com funções de assistência e treino e à qual se seguirá outra liderada por civis, mas com uma componente militar.

Os Estados Unidos mantêm a sua missão "antiterrorista" de combate no Afeganistão com cerca de 11.000 soldados, que deverão permanecer no país até 2016, embora Washington esteja a renegociar os temos e a duração da operação.






Lusa
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