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Ex-enviado da ONU pede investigação a funcionários malaios por tráfico humano

O ex-enviado da ONU na Birmânia Razali Ismail pediu hoje que a Malásia inicie uma investigação para descobrir possíveis relações entre funcionários locais e as redes de tráfico humano, escreve hoje a imprensa local. 

Gemunu Amarasinghe

Na segunda-feira as autoridades malaias anunciaram ter encontrado 28 cemitérios clandestinos com 139 valas comuns, onde estão os restos mortais de imigrantes vítimas do tráfico de pessoas, a cerca de 500 metros da fronteira com a Tailândia.

"Algumas das pessoas em uniforme participaram [no crime]. Temos de acabar com isso (...). Este é o momento de lutar e reconhecer este enorme crime transnacional no sudeste asiático", assinalou Razali Ismail, em declarações ao canal Channel News Asia.

Uma equipa de especialistas forenses começou hoje a exumar os corpos encontrados nos campos, os quais, segundo relatórios preliminares, mostram sinais de tortura.

O chefe da polícia nacional malaia, Khalid Abu Bakar, indicou que ainda não se sabe o número exato de cadáveres enterrados nesta zona de selva montanhosa, acreditando-se, no entanto, que sejam cidadãos do Bangladesh e da Birmânia.

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