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Fukushima termina refinação de água radioativa armazenada nos tanques

A proprietária da acidentada central atómica de Fukushima, no Japão, terminou a refinação das 620.000 toneladas de água radioativa armazenadas nos tanques, o que constitui um dos principais desafios para desmantelá-la, afirmou hoje a empresa. 

© POOL New / Reuters

Deste modo, todo o estrôncio (elemento químico) da água que esteve armazenada durante anos nos tanques das instalações foi eliminado, o que reduz bastante o nível de radiação em redor da central e também os riscos de contaminação caso haja fugas nos contentores, explicou a empresa à agência noticiosa Efe.


De todas as substâncias nocivas daquela água, o estrôncio é o isótopo que contribui em maior medida para o aumento da radiação no meio ambiente.


A empresa indicou que, mesmo assim, 30% das 620.000 toneladas ainda requerem um tratamento adicional para eliminar outros isótopos menos perigosos.


A Tokyo Electric Power (TEPCO), empresa propriétaria de Fukushima, tinha previsto a eliminação de todo o estrôncio em março deste ano, mas uma série de avarias atrasou a conclusão do processo.


Toda esta água, gerada durante o processo para esfriar rapidamente os reatores após a ocorrência do terramoto e posterior tsunami de 2011, foi um enorme quebra-cabeças para a TEPCO, devido às contínuas fugas nos tanques e outros problemas.


A fuga mais grave teve lugar no verão de 2013, quando, aproximadamente, mil destes tanques deixaram escapar 300 toneladas de líquido altamente radioativo. 


O acontecimento foi classificado pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e pelas autoridades japonesas com nível 3 na Escala Internacional de Eventos Nucleares (INES), cujo máximo de gravidade é 7.


Em qualquer caso, a TEPCO ainda deve continuar a tratar as 400 toneladas de água contaminada que a central gera diariamente.


Esta quantidade de água é a soma das filtragens do refrigerador que é usado para manter os reatores atómicos frios e do fluxo dos aquíferos naturais que penetra nas caves dos edifícios que os alojam.


A elétrica quer corrigir esta acumulação de água nas caves com um procedimento que ainda está em preparação e que consiste em congelar o subsolo em torno destas construções. 



Lusa
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