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Amnistia Internacional acusa Hamas de crimes de guerra durante conflito de Gaza em 2014

A Amnistia Internacional acusou hoje o movimento palestiniano Hamas de praticar "uma campanha brutal de raptos, tortura e homicídios" contra alegados colaboradores de Israel e simpatizantes do partido palestiniano Fatah, durante a ofensiva israelita de 2014 em Gaza.

© Suhaib Salem / Reuters

Num relatório intitulado: "'Estrangular Pescoços': Raptos, tortura e execuções sumárias de Palestinianos pelas forças do Hamas durante o conflito de 2014 entre Gaza e Israel", a Amnistia denuncia uma série de abusos que são, para o diretor do Programa do Médio Oriente e Norte de África da Amnistia Internacional (AI), Philip Luther, "ações arrepiantes, algumas das quais constituindo crimes de guerra".

Entre os abusos relatados estão as execuções extrajudiciais de pelo menos 23 palestinianos e "a prisão e tortura de dezenas de outros", incluindo "membros e apoiantes" da Fatah, principal rival político do Hamas na Faixa de Gaza.

"É absolutamente apavorante que, enquanto as forças israelitas infligiam morte e destruição em massa contra os civis de Gaza, as forças do Hamas tanham aproveitado para acertos de contas sem piedade, levando a cabo uma série de homicídios e outros abusos graves", disse Philip Luther.

Segundo a AI, as ações teriam o objetivo de "praticar a vingança e espalhar o medo pela Faixa de Gaza", tendo o Hamas "dado carta-branca às suas forças de segurança para cometer abusos horríficos, incluindo contra pessoas sob a sua custódia".

Muitos dos homicídio foram anunciados pelo Hamas como parte de uma operação com o nome de código "Estrangular Pescoços", visando alegados "colaboradores" com Israel, mas a AI destaca que "pelo menos 16 dos executados estavam sob a custódia do Hamas desde antes do início do conflito", sendo que "muitos esperavam o resultado dos seus julgamentos quando foram retirados da prisão e sumariamente executados".

As forças do Hamas também "raptaram, torturaram ou atacaram" membros e apoiantes da Fatah e antigos membros das forças de segurança da Autoridade Palestiniana.

A Amnistia lamenta que "nem uma pessoa" tenha respondido pelos abusos citados, o que para a organização indica "que estes crimes foram ou ordenados ou tolerados pelas autoridades".

"Em vez de procurarem justiça, as autoridades e a liderança do Hamas encorajaram e facilitaram continuamente estes crimes apavorantes contra indivíduos indefesos", disse Philip Luther, acrescentando que a falta de condenação destes casos deixa o Hamas "com sangue nas mãos".

Para o diretor do programa regional da AI, "as forças do Hamas mostraram desrespeito pelas regras mais fundamentais das leis humanitárias internacionais".

A Amnistia Internacional apela ao Hamas e às autoridades palestinianas no geral para que "cooperem com mecanismos internacionais de investigação", e que procurem que "os casos documentados neste relatório, entre outros, sejam investigados de forma imparcial e independente e que, nos casos em que haja provas suficientes, os culpados sejam levados à justiça em procedimentos que respeitem os padrões internacionais e sem recurso à pena de morte".






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