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Encerradas 50 organizações ligadas à Irmandade Muçulmana no Egito

A ministra da Solidariedade Social egípcia, Ghada Wali, ordenou o encerramento de cinquenta instituições de caridade ligadas à Irmandade Muçulmana, de acordo com uma decisão judicial que congelou também fundos e propriedades. 

Ghada Wali, ministra da Solidariedade Social egípcia

Ghada Wali, ministra da Solidariedade Social egípcia

© Mohamed Abd El Ghany / Reuter

A imprensa egípcia informou hoje que estas organizações atuam em cinco províncias: 23 em Al Baheira, 14 em Al Fayoum, nove em Beni Suef, três em Al Gharbiyan e uma no Cairo. 


Na passada terça-feira, a ministra egípcia deu ordem para dissolver os conselhos administrativos de seis outras organizações em Al Minia, Qena, norte do Sinai, Luxor, Al Fayoum e Al Daqahiliya, relacionados também com Irmandade Muçulmana e para as quais nomeou novos executivos.


Esta é a quarta ação de dissolução de organizações ligadas à Irmandade Muçulmana; em fevereiro de 2014 foram 169 e nos últimos quatro meses, o total ascendeu a 420.


Estas medidas começaram a ser postas em prática após, em setembro de 2013, o Tribunal de Matérias Urgentes do Cairo ter proibido todas as atividades da Irmandade e de grupos que são financiados por ele.


O tribunal também determinou que os fundos e os bens da Irmandade e suas organizações são congelados a partir de agora e será administrado por um comitê criado pelo Conselho de Ministros.

As autoridades egípcias declararam em dezembro de 2013 a Irmandade Muçulmana como um grupo terrorista.

Desde o golpe militar de Mohamed Mursi, que ocorreu em junho daquele ano, o Governo mandeou perseguir e prender os líderes, membros e simpatizantes daquele movimento islâmico.


Lusa
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