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Mais de 1.000 mortos na Índia devido a vaga de calor

Pelo menos 1.150 pessoas morreram nas últimas semanas devido à onda de calor que assolou os Estados de Telangana e Andra Pradexe, no sul da Índia, noticiou hoje a EFE.

© Jitendra Prakash / Reuters

"Andra Pradexe é o Estado mais afetado e já morreram 884 pessoas, oriundas sobretudo dos distritos de Guntur e de Visakhaptnam", disse à agência noticiosa um porta-voz da unidade de gestão de catástrofes da região, Tulsi Rani.

."São 226 as pessoas que morreram na região devido à vaga de calor", disse Sada Bhargavi, porta-voz da unidade de gestão de catástrofes de Telangana, o outro Estado também afetado.

Um membro da mesma unidade de Telangana, B.R. Meena, indicou que "a maioria das vítimas mortais, trabalhadores oriundos da população mais pobre, morreram desidratados por se encontrarem na rua nas horas de maior calor". 


As autoridades destes Estados têm desenvolvido campanhas de sensibilização à população para difundir boas práticas, como beber muita água e manterem-se em casa nas horas de maior intensidade do calor.


O Governo de Andra Pradexe anunciou ainda compensações de cerca de 1.500 dólares (1.373,50 euros) para apoiar as famílias dos mortos.


"A vaga de calor que afeta a região advém da confluência entre ar seco, a noroeste, e uma área de pressão atmosférica relativamente baixa, a leste", de acordo com o Centro Meteorológico de Hyderabad, capital de ambos os Estados.


Os Estados de Bengala e Odisha também referem que a vaga de calor já causou a morte de pelo menos 36 pessoas, noticia um jornal indiano local, FirstPost.


Durante a última semana as temperaturas subiram em todo o território indiano, sobretudo na faixa que atravessa o país de leste a oeste, a qual tem registado valores médios acima dos 40 graus Celsius. 


A chegada iminente da época chuvosa (maio) levará a uma ligeira baixa dos termómetros.


Centenas de pessoas, sobretudo pobres, morrem todos os anos na Índia no pico do Verão, enquanto dezenas de milhares sofrem cortes de energia devido às sobrecargas da rede elétrica.


Lusa
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