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Alunos chineses no estrangeiro querem revelação da "verdade sobre Tiananmen"

Uma dezena de universitários chineses que estudam no estrangeiro desafiaram o Governo chinês com uma carta dirigida aos seus colegas na China em que revelam "a verdade" sobre o massacre de Tiananmen, em 1989.  

(Reuters/ Arquivo)

(Reuters/ Arquivo)

© Andy Gao / Reuters

"Considerando os esforços constantes do Governo para encobrir o ocorrido e perseguir os sobreviventes e familiares das vítimas, senti que tinha a responsabilidade moral de elevar a voz e contar a verdade", justificou Gu Yi, aluno na Universidade de Georgia, que escreveu a carta e conseguiu o apoio de 12 alunos nos Estados Unidos e Austrália. 

 
 

A missiva, publicada na Internet, recolhe detalhes sobre o que aconteceu na madrugada de 03 para 04 de junho de 1989, em Pequim, quando o Governo decidiu pôr fim a quase dois meses de protestos pró-democracia na capital e noutros pontos do país através do exército, que saiu para a rua com tanques e disparou contra os manifestantes. 

 
 

O número real de mortos ainda é desconhecido, mas acredita-se que oscila entre as centenas e os milhares, com o Executivo a defender que este é um capítulo encerrado e a negar-se a comentar o assunto. 

 
 

Para surpresa dos autores da carta, o diário oficial Global Times publicou, num editorial, uma resposta à carta em que acusa "forças estrangeiras hostis" de estarem por detrás da iniciativa, gerando o resultado involuntário de dar a conhecer ainda mais a carta. 

 
 

"A sociedade chinesa chegou a um consenso para não debater o incidente de 1989 (...). Numa altura em que a China está a avançar, alguns estão a tentar apropriar-se da história, numa tentativa de dividir a sociedade", lê-se no texto.



Lusa

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