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Obama insiste na necessidade de agir perante a ameaça das alterações climáticas

Com a aproximação da época dos furacões, o presidente dos EUA, Barack Obama, sublinhou hoje em Miami, no Estado da Florida, a urgência de agir perante as alterações climáticas. 

© Kevin Lamarque / Reuters

"Os melhores cientistas do clima dizem-nos que os eventos extremos, como os furacões, vão provavelmente tornar-se mais fortes", sublinhou, durante a sua primeira visita ao Centro nacional dos Furacões (NHC, na sigla em Inglês).

Com a aproximação da conferência da Organização das Nações Unidas sobre o clima em dezembro, na capital francesa, Obama desmultiplica-se em apelos para intensificar as negociações e o conhecimento sobre o assunto. 

O objetivo da comunidade internacional é limitar a subida da temperatura média mundial a dois graus Celsius em relação à era pré-industrial. 

O Presidente norte-americano, que se confronta com a oposição republicana no Congresso, insiste na ameaça do aquecimento global para os recursos naturais dos EUA, como o parque nacional das Everglades, na Florida, mas também para a segurança nacional. 

"A ciência é clara, mas o que vai fazer mexer o Congresso é a opinião pública", sublinhou Obama, durante uma sessão de perguntas e respostas na sua conta na rede social Twitter (@POTUS), que abriu há 10 dias e já tem 2,5 milhões de seguidores. 

Obama demonstra, de forma cada vez mais aberta. A sua exasperação com os republicanos, dos quais alguns se lançaram na corrida para a eleição presidencial de 2016, que contestam os estudos científicos sobre o assunto. 

Citando o Papa, Obama evocou "uma obrigação moral (de agir) perante os mais vulneráveis e as gerações futuras". 

A agência dos EUA para os oceanos e a atmosfera (NOAA, na sigla em Inglês) divulgou na quarta-feira as suas previsões para a época dos furacões, prevendo menos do que é costume no Atlântico, mas admitindo a possibilidade da ocorrência de alguns com efeitos devastadores. 

Durante uma época normal, entre 01 de junho e 30 de novembro, e entre 1981 e 2010, ocorreram no Atlântico 12 tempestades tropicais, das quais seis atingiram a força de um furacão.

"As alterações climáticas não foram a causa do furacão Sandy, mas contribuíram para o tornar mais forte", sublinhou Obama, recordando este evento que, em outubro de 2012, causou fortes estragos na costa leste dos EUA, provocando cerca de 200 mortos, dos quais 40 em Nova Iorque. 

Obama insistiu também na necessidade da preparação para "os impactos de um clima que está a mudar", citando o exemplo de Miami, que "já gastou centenas de milhões de dólares, apenas para adaptar o seu sistema de recolha de águas às inundações cada vez mais frequentes". 

Lusa
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