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As principais etapas da aproximação histórica entre EUA e Cuba

O anúncio desta sexta-feira sobre a retirada de Cuba da lista norte-americana de Estados patrocinadores do terrorismo representa uma das etapas mais importantes da aproximação histórica entre Washington e Havana, iniciada em dezembro de 2014. 

11 de abril: Encontro histórico entre Obama e Raul Castro na VII Cimeira das Américas, no Panamá, o primeiro encontro formal entre presidentes dos dois países desde a revolução castrista de 1959.

11 de abril: Encontro histórico entre Obama e Raul Castro na VII Cimeira das Américas, no Panamá, o primeiro encontro formal entre presidentes dos dois países desde a revolução castrista de 1959.

© Jonathan Ernst / Reuters

2014

- 17 de dezembro: Os Presidentes norte-americano e cubano, Barack Obama e Raul Castro, respetivamente, anunciam em simultâneo que os dois países vão iniciar negociações para o restabelecimento de relações diplomáticas, que estavam suspensas desde 1961.

O anúncio surge após 18 meses de negociações secretas entre os Estados Unidos e Cuba, sob a égide do Vaticano e do Canadá.


2015

- 12 de janeiro: Cuba conclui a libertação "humanitária" de 53 presos que figuravam numa lista entregue por Washington, que designava estes detidos como prisioneiros políticos.


- 15 de janeiros: Os Estados Unidos decidem facilitar as viagens e o comércio com Cuba, dentro dos limites das competências do Presidente Obama, de forma a mitigar os efeitos do embargo económico e financeiro norte-americano, em vigor desde 1962.


- 19 de janeiro: Seis políticos democratas norte-americanos concluem uma visita a Havana depois de encontros com altos responsáveis, dissidentes e o cardeal Jaime Ortega, chefe da Igreja cubana. Outras missões de legisladores norte-americanos acontecem nos meses seguintes.


-20 de janeiro: O Presidente Barack Obama (democrata) pede ao Congresso norte-americano, dominado pelo Partido Republicano, para iniciar em 2015 o debate sobre o levantamento do embargo contra Cuba.


- 22 de janeiro: Primeira ronda das negociações entre os dois países para discutir a reabertura de embaixadas. O encontro entre as duas delegações ocorre na capital cubana. 

A delegação norte-americana é chefiada pela secretária de Estado adjunta para os Assuntos do Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, e a equipa cubana por Josefina Vidal, diretora-geral para os EUA no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba.

As duas partes admitem "profundas diferenças", mas concordam em aprofundar o diálogo.


- 23 de janeiro: A empresa de cartões de crédito pré-pagos Mastercard anuncia que os seus cartões poderão ser em breve utilizados em Cuba. Cinco dias depois, a American Express faz um anúncio semelhante.


- 26 de janeiro: Fidel Castro, o eterno inimigo dos Estados Unidos, quebra o silêncio sobre o processo de restabelecimento, afirmando que não rejeita, mas que não confia em Washington.


- 3 de fevereiro: No Congresso norte-americano, Roberta Jacobson adverte que "a total normalização" das relações com Cuba "poderá demorar anos".


- 9 de fevereiro: O 'site' norte-americano de vídeos online Netflix passa a estar disponível em Cuba, apesar de serem poucos os cubanos que têm Internet nas respetivas casas.


- 17 de fevereiro: Uma delegação de políticos democratas norte-americanos, chefiada pela líder do Partido Democrata na Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) Nancy Pelosi, evoca em Havana a questão dos direitos humanos e apela para a reabertura de embaixadas.

- 27 de fevereiro: Segunda ronda de negociações decorre em Washington. As duas partes anunciam "progressos", mas sem avançar informações concretas.


-2 de março: Profissionais norte-americanos do setor agrícola visitam Cuba e exortam o Congresso norte-americano a levantar o embargo que proíbe as transações comerciais com aquela ilha caribenha.


- 4 de março: Começa a funcionar uma linha telefónica direta entre os dois países, a primeira em várias décadas.


- 16 de março: Nova deslocação da secretária de Estado adjunta para os Assuntos do Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, a Havana para negociações com as autoridades cubanas. Após o encontro, as duas delegações concordam em "manter a comunicação".


- 21 de março: Uma delegação norte-americana desloca-se a Cuba para discutir a futura colaboração entre os dois países ao nível das Telecomunicações e da Internet.


- 24 de março: O Departamento do Tesouro norte-americano anuncia o levantamento de sanções, nomeadamente contra seis personalidades e 37 empresas.


- 31 de março: Nova reunião entre altos responsáveis dos dois países em Washington, desta vez consagrada aos Direitos Humanos.


- 11 de abril: Encontro histórico entre Obama e Raul Castro na VII Cimeira das Américas, no Panamá, o primeiro encontro formal entre presidentes dos dois países desde a revolução castrista de 1959.


- 14 de abril: Barack Obama anuncia a sua decisão de retirar Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo. Para Havana, esta medida é uma pré-condição para o restabelecimento das relações diplomáticas com os Estados Unidos.

  
- 5 de maio: Os Estados Unidos afirmam ter emitido licenças que autorizam o transporte de passageiros por 'ferry' com Cuba, pela primeira vez em mais de 50 anos.


- 12 de maio: Raul Castro afirma que as negociações com os Estados Unidos "estão a correr bem" e que os dois países poderão nomear embaixadores depois de 29 de maio.


- 19 de maio: Um alto responsável norte-americano anuncia que a representação diplomática cubana em Washington, privada de serviços bancários há mais de um ano, chega a acordo com uma instituição bancária para garantir futuras operações financeiras.


- 21-22 de maio: Quarta ronda de negociações em Washington.


- 28 de maio: Durante uma deslocação a Miami, Florida, Barack Obama faz uma visita surpresa a uma igreja popular entre os exilados cubanos.


- 29 de maio: Os Estados Unidos retiram Cuba da "lista negra" dos Estados patrocinadores do terrorismo. Havana constava desta lista elaborada pelo Departamento de Estado norte-americano desde 1982.
Com Lusa
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