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Jean-Marie Le Pen recorre à justiça francesa contra suspensão da Frente Nacional

O líder histórico da extrema-direita francesa, Jean-Marie Le Pen, anunciou hoje ter recorrido à justiça para contestar a sua exclusão da Frente Nacional (FN) desejada pela sua filha Marine devido a declarações polémicas.

© Vincent Kessler / Reuters

"Contesto a minha exclusão como participante e, portanto, a interpretação extensiva" dos estatutos "que me priva da presidência honorária", declarou à agência France Presse Jean-Marie Le Pen, de 86 anos. 

Precisou ter processado a FN junto do tribunal de Nanterre, a oeste de Paris, onde se situa a sede do partido, adiantando que dia 12 deve realizar-se uma primeira audiência na sua presença.

Jean-Marie Le Pen cofundou a Frente Nacional em 1972 e dirigiu o partido durante perto de 40 anos antes de passar a liderança à sua filha Marine em 2011. Desde essa altura, Marine tem tentado desfazer-se da imagem racista e antissemita da formação para conquistar o poder. 

Apesar do sucesso eleitoral, a estratégia não agrada a Jean-Marie Le Pen que em abril voltou a fazer declarações polémicas sobre o Holocausto e o marechal Pétain, que governou a França durante a Segunda Guerra Mundial colaborando com o ocupante nazi. 

Marine Le Pen declarou na altura discordar do pai e convocou em maio o comité executivo da FN, que decidiu suspender Jean-Marie e convocar uma assembleia geral dentro de três meses para lhe retirar o título de presidente honorário.

"É um método estalinista, o que não é muito comum à direita", criticou hoje Jean-Marie Le Pen. 

Depois da sua suspensão, o político disse estar disposto a utilizar "todos os meios" para contrariar a decisão e admitiu criar uma formação política que não iria "rivalizar com a FN".

Lusa
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