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Omar al-Bashir toma posse como Presidente do Sudão por mais cinco anos

Omar al-Bashir, de 71 anos, tomou hoje posse como presidente do Sudão para um novo mandato de cinco anos, após ter sido reeleito para o cargo nas eleições realizadas em abril com 94 por cento dos votos.

© Stringer Shanghai / Reuters

No poder desde 1989 e procurado pelo Tribunal Penal Internacional desde 2009 por crimes de guerra, Al-Bashir afirmou no seu discurso de tomada de posse no parlamento que será presidente "de todos os sudaneses" e que trabalhará pela "paz e prosperidade do país, com esperança de manter a estabilidade e a segurança".

As eleições presidenciais do Sudão registaram uma baixa taxa de participação, tendo sido boicotadas pelos principais partidos da oposição, a quem o chefe de Estado pediu hoje que participe no diálogo nacional para "resolver as diferenças".

"Esta nova etapa será de honestidade e transparência e existirá uma vontade decisiva para combater a corrupção", sublinhou o presidente.

Al-Bashir comprometeu-se, por outro lado, a alcançar a paz nas regiões conflituosas do Darfur, Kordofan do Sul e Nilo Azul.

O Partido do Congresso Nacional de Al-Bashir também manteve o controlo do parlamento, quando em abril venceu as eleições legislativas, conseguindo 323 dos 426 lugares em disputa.

Os presidentes do Egito, Abdel Fattah al-Sissi, do Zimbabué, Robert Mugabe, e do Quénia, Uhuru Kenyatta, foram alguns dos dignitários estrangeiros que assistiram à cerimónia da tomada de posse.

Há anos que o Sudão está isolado a nível internacional.

Desde 1997 que é alvo de um embargo económico norte-americano devido a alegadas violações dos direitos humanos e ligações ao terrorismo. Cartum deu guarida ao líder da Al-Qaida, Usama bin Laden, durante cinco anos no início dos anos 1990.

Em 2009, o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de captura contra Al-Bashir por crimes de guerra e contra a humanidade no Darfur, região do oeste do país martirizada por um conflito étnico-cultural desde 2003.

Além dos conflitos armados que afetam metade dos seus 18 estados, o Sudão perdeu cerca de 75% dos seus recursos petrolíferos com a secessão do sul, que se tornou o Estado do Sudão do Sul em 2011.


Lusa
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