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Papa critica economias e políticas que não reconhecem valor da família

O papa Francisco criticou esta quarta-feira, na habitual audiência das quartas-feiras, no Vaticano, as economias e políticas que não reconhecem os valores da família e se baseiam no bem-estar individual e "destroem os vínculos familiares".    

O chefe da Igreja Católica destacou o "dano" causado às famílias pelo "modelos difundidos nos meios de comunicação, baseados no consumismo e no culto das aparências, que oprimem os mais pobres e aumentam a desagregação familiar".

O chefe da Igreja Católica destacou o "dano" causado às famílias pelo "modelos difundidos nos meios de comunicação, baseados no consumismo e no culto das aparências, que oprimem os mais pobres e aumentam a desagregação familiar".

© Tony Gentile / Reuters

"O grande trabalho da família não se contabiliza por balancetes", salientou, lamentando que a economia e a política não o reconheçam, noticia a agência noticiosa espanhola EFE.

Para o papa Francisco, a "falta de trabalho ou a precariedade pesam duramente sobre a vida familiar exigindo provas críticas às relações". 

O papa acrescentou a esta situação "as condições de vida nos bairros mais pobres, onde os problemas de habitação, de transportes ou a redução dos serviços sociais e educativos, são inclusive causa de maiores dificuldades".

O chefe da Igreja Católica destacou também o "dano" causado às famílias pelo "modelos difundidos nos meios de comunicação, baseados no consumismo e no culto das aparências, que oprimem os mais pobres e aumentam a desagregação familiar". 

Mas para o papa Francisco, o pior é seguramente a guerra, a qual qualificou como "a mãe de todas as pobrezas, depredadora de vidas, de almas e dos afetos mais queridos". 

A Igreja e os católicos devem "velar com a oração e com a ação para que a ninguém falte o pão, o trabalho, a educação e a saúde", defendeu. 

"Também nós, cristãos, devemos estar cada vez mais próximos das famílias que se encontram a sofrer devido à pobreza. A Igreja não deve esquecer nunca este drama dos seus filhos. A ela cabe também ser pobre e praticar a simplicidade na sua própria vida, de maneira a consiga ser fecunda e possa dar uma resposta a tanta miséria", concluiu.
Lusa