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Explosão provoca vários feridos em comício eleitoral na Turquia

Pelo menos dez pessoas ficaram hoje feridas em Diyarbakir (sudeste da Turquia), algumas com gravidade, na sequência de duas explosões durante um comício do principal partido curdo e a dois dias das eleições legislativas.   

© XXSTRINGERXX xxxxx / Reuters

Segundo testemunhas no local contactadas pela agência noticiosa Efe, as detonações ocorreram às durante a tarde (cerca de 15:00 em Lisboa) numa praça da "capital" do Curdistão curdo num comício do Partido Democrático dos Povos (HDP), e quando o presidente do partido, Selahattin Demirtas, se preparava para discursar perante milhares de pessoas. 

As explosões terão ocorrido com três minutos de diferença, e pelo menos uma das vítimas poderá ter perdido um braço, segundo os testemunhos.

A campanha eleitoral para as legislativas de 07 de junho na Turquia ficou assinalada por numerosos incidentes violentos dirigidos sobretudo contra o HDP. 

Na quarta-feira, o motorista de um veículo com as cores do partido foi morto em Bingol (leste) por disparos de origem desconhecida. No mês passado, duas explosões contra as sedes do partido na cidade de Adana e Mersin provocaram vários feridos, enquanto na quinta-feira centenas de nacionalistas irromperam num comício do partido em Erzurum (leste), com um balanço de vários feridos durante os confrontos. 

Os resultados do HDP no escrutínio de domingo estão a concentrar todas as atenções.

Caso consiga ultrapassar a barreira dos 10% dos votos e entrar no parlamento, poderá privar o AKP, o partido islamita-conservador do Presidente Recep Tayyip Erdogan, dos 330 deputados de que necessita para promover uma revisão constitucional e reforçar os poderes presidenciais.

Após assumir a liderança do HDP, Selahattin Demirtas -- que se candidatou às presidenciais de agosto de 2014 obtendo 9,76% dos votos --, optou por tornar o partido não apenas um porta-voz da importante minoria curda da Turquia mas ainda um defensor dos direitos de outras minorias, culturais e sexuais, e adotou um discurso social próximo do partido Syriza na vizinha Grécia, com quem mantém contactos regulares.









Lusa
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