sicnot

Perfil

Mundo

Hezbollah ameaça "deslocar milhões de israelitas" em caso de ataque ao Líbano

O líder do poderoso movimento xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, assegurou esta sexta-feira que, no caso de um ataque israelita ao Líbano, a resposta provocaria "milhões de deslocados" em Israel.

"Se [os israelitas] ameaçarem deslocar 1,5 milhões de libaneses, então a resistência islâmica no Líbano [o Hezbollah] ameaça também deslocar milhões de israelitas", disse o chefe da formação xiita numa declaração pela televisão. (Arquivo)

"Se [os israelitas] ameaçarem deslocar 1,5 milhões de libaneses, então a resistência islâmica no Líbano [o Hezbollah] ameaça também deslocar milhões de israelitas", disse o chefe da formação xiita numa declaração pela televisão. (Arquivo)

© Mohamed Azakir / Reuters

"Se [os israelitas] ameaçarem deslocar 1,5 milhões de libaneses, então a resistência islâmica no Líbano [o Hezbollah] ameaça também deslocar milhões de israelitas", disse o chefe da formação xiita numa declaração pela televisão. 

"Não receamos a vossa guerra nem as vossas ameaças", disse Hassan Narsallah, cuja formação combate na vizinha Síria ao lado do exército do regime de Bashar al-Assad. 

"Se pensam que estamos ocupados pelo conflito na Síria enganam-se, porque isso nada altera na equação com o inimigo", acrescentou.   

O líder do movimento armado xiita libanês respondia assim a um alto responsável dos serviços de informações militares israelitas que em maio alertou para a crescente ameaça, entre dois a três anos, de conflitos nas fronteiras de Israel. 

Segundo este responsável, que se exprimia durante um encontro com jornalistas estrangeiros, Israel "terá de atingir" zonas civis no Líbano em caso de conflito com o Hezbollah devido à dispersão dos locais onde a organização concentra o seu armamento.  

"Qualquer povoação libanesa é um bastião militar. Na próxima vez que nos envolvermos numa guerra com o Hezbollah, teremos de atacar cada um desses alvos e esperamos que a população civil não se encontre nesses locais", disse. 

Segundo o responsável israelita, o Hezbollah, que manteve uma guerra com Israel em 2006, possui mais de 100 mil 'rockets' escondidos em zonas civis e que podem atingir o norte do Estado judaico, e ainda "centenas" de outros 'rockets' com capacidade para atingir todo o território israelita.
Lusa
  • Síria acusa Israel de lançar dois ataques aéreos na periferia de Damasco e junto ao aeroporto
    0:34

    Mundo

    A Síria acusa Israel de lançar pelo menos dois bombardeamentos aéreos na periferia de capital Damasco. A notícia foi avançada pela televisão síria e está a ser confirmada pelo exército. Israel limita-se a dizer que não comenta relatórios estrangeiros. Foi divulgado este vídeo, alegadamente dos jatos israelitas a sobrevoarem a periferia da capital Síria.O observatório sírios para os direitos humanos confirma 10 explosões na zona do aeroporto de Damasco.. e na autoestrada que liga a Síria ao Líbano. Desde o início da guerra civil na Síria em 2011 Israel levou a cabo vários bombardeamentos aéreos, sobretudo por causa da ligação com o grupo libanês Hezbollah.

  • "Nos últimos 14 anos alertámos que este dia iria voltar"
    3:50

    País

    O vice-presidente da Câmara de Mação diz que se sente humilhado com o recurso a meios espanhóis para o combate ao fogo no concelho. Em entrevista à SIC, António Louro, que é também engenheiro florestal, critica os vários governos e afirma que nada disto teria acontecido se tivessem ouvido os apelos desesperados da autarquia depois do incêndio que, em 2003, destruiu grande parte do concelho.

  • Marcelo lembra ditadura para deixar elogios à liberdade de imprensa e separação de poderes
    0:29
  • André Ventura rejeita acusações de xenofobia
    1:27

    País

    O candidato do PSD à Câmara de Loures diz que tocou num tema que as pessoas queriam discutir. Entrevistado na SIC Notícias, André Ventura insiste que as declarações que fez sobre a comunidade cigana não são xenófobas ou racistas.

  • Rajoy nega conhecimento de financiamentos ilegais no PP

    Mundo

    O primeiro-ministro espanhol negou hoje ter conhecimento de um esquema ilegal de financiamento, que envolve vários responsáveis do Partido Popular (PP, direita), que lidera. Durante uma audição no tribunal, Mariano Rajoy garantiu ainda que não aceitou nenhum pagamento ilícito.