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ONU preocupada com utilização de barris de explosivos na Síria

O Conselho de Segurança da ONU insurgiu-se hoje contra a nova onda de atentados com barris de explosivos, na Síria, que provocou dezenas de mortos durante a semana na província de Alep, no norte do país.

© Khalil Ashawi / Reuters

A Rússia, aliada do regime de Bachar al-Assad, juntou-se aos 14 outros países membros do Conselho de Segurança para condenar "toda a violência contra civis, infraestruturas civis e médicas".

Em comunicado, o Conselho de Segurança da ONU condenou os "ataques indiscriminados, incluindo os bombardeamentos provocados por barris de explosivos, utilizados em grande escala nos últimos dias".

Segundo o diretor das operações humanitárias da ONU, John Ging, os barris de explosivos provocaram, na província de Alep, desde o início do conflito na Síria, a morte a 3.600 pessoas.

Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido acusaram o regime do Presidente Assad de ser responsável por aqueles ataques, salientando que só o chefe de Estado dispõe de helicópteros para largar os barris.

O regime sírio nega a existência daquele tipo de armamento, que foi também descrito pela organização de defesa dos direitos humanos Humans Rights Watch.

Os barris de explosivos são bombas fabricadas localmente e de forma barata, geralmente feitas a partir de tambores de petróleo, cilindros de gás e caixas de água.

Aqueles recipientes são depois cheios com explosivos e outro tipo de fragmentos, para reforçar o efeito da explosão.

Desde o início do conflito, em março de 2011, mais de 220 mil pessoas morreram na Síria, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.





Lusa
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