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Oposição pede atenção do Papa para os direitos humanos na Venezuela

Representantes do partido opositor venezuelano Um Novo Tempo (UNT) solicitaram hoje, ao papa Francisco, que interceda junto do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sobre a situação dos direitos humanos e os políticos presos no país.

© Christian Veron / Reuters

O pedido foi feito através de uma carta, entregue na Nunciatura Apostólica de Caracas que, segundo o secretário de assuntos juvenis de UNT, Francisco Matheus, "faz ver" ao papa Francisco "a situação grave dos direitos humanos na Venezuela".

"Os líderes políticos mais importantes estão presos ou em greve de fome. Temos mais de 87 estudantes que desde há mais de um ano são perseguidos pelo regime, [alguns] estão presos e também muitos deles [estão] em greve de fome, em situações críticas", disse Francisco Matheus aos jornalistas, à saída da Nunciatura Apostólica.

Na carta, o UNT pede ainda que as autoridades venezuelanas permitam o regresso ao país de vários políticos, exilados no estrangeiro, há mais de seis anos, entre os quais o fundador daquele partido e ex-candidato presidencial Manuel Rosales.

Entretanto a coligação Mesa de Unidade Democrática, da oposição, chamou hoje a atenção para o "delicado" estado de saúde de alguns políticos presos, em particular a situação do líder do partido Vontade Popular, Leopoldo López, em greve de fome há 12 dias, e do ex-autarca Daniel Ceballos, há 15 dias em greve de fome, vincando que este último padece de tonturas e dores.

Numa conferência de imprensa em Caracas, com correspondentes internacionais, Lilian Tintori, mulher de Leopoldo López, explicou que Patrícia Gutiérrez, mulher do ex-autarca Daniel Ceballos, teve de acudir de emergência ao cárcere, com um médico particular, para saber da saúde do marido.

"Hoje, a saúde dos nossos presos políticos, que estão em greve de fome, está num estado delicado", sublinhou, vincando que os detidos só terminarão a greve se for marcada a data para as próximas eleições parlamentares e se for aceite a presença de observadores internacionais durante a sua realização.

O recurso à greve de fome, como forma de protesto, foi iniciado pelo líder do Vontade Popular, Leopoldo López, e pelo ex presidente da Câmara Municipal de San Cristóbal, Daniel Ceballos, que se encontram presos, aos quais se juntaram depois outros oito opositores e um grupo de membros do movimento Juventude Ativa Venezuela Unida.

Leopoldo López, 42 anos, aguarda julgamento por "instigação pública, associação para cometer delito, danos à propriedade e incêndio", na sequência de manifestações que convocou contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro e que terminaram em violência.

Daniel Ceballos cumpre 12 meses de prisão por "desacato", por não ter cumprido uma ordem judicial que obrigava a desmantelar barricadas de manifestações opositoras em San Cristóbal.





Lusa
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