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Uma única gota de sangue pode revelar todas as infeções virais do passado

Uma nova e económica tecnologia permite detetar todas as infeções virais, passadas e presentes, de uma pessoa, através de uma única gota de sangue, segundo a agência noticiosa France Presse.

© Jorge Lopez / Reuters

Esta técnica, denominada VirScan e desenvolvida pelo Instituto de Medicina americano Howard Hughes (HHMI), é uma alternativa eficaz aos atuais testes de rastreio, que apenas detetam um vírus específico por análise.  

A novidade foi anunciada na quinta-feira pela revista científica americana,  Science.

Esta abordagem poderá revelar fatores desconhecidos que afetam a saúde de uma pessoa e possibilitar de análise e comparação de infeções virais em grandes grupos populacionais.  

Este teste pode ser efetuado por apenas 25 dólares (22,17 euros) e requer uma única amostra de sangue.

"Nós desenvolvemos uma metodologia para despistagem que remonta ao tempo em se avaliava minuciosamente o sangue das pessoas, para se descortinar quais os tipos de vírus que as tinham infetado", explicou o responsável da equipa investigadora do HHMI que desenvolveu o VirScan, Stephen Elledge.          

Os investigadores já analisaram o sangue de 569 pessoas com a tecnologia VirScan nos Estados Unidos da América, África do Sul, Tailândia e Perú.   

O teste consiste em procurar no sangue os anticorpos conhecidos das 206 espécies de vírus que já infetaram os seres humanos.

Para garantir este método, os investigadores testaram-no analisando amostras de sangue contaminado com o vírus da Sida (HIV) e com o vírus da Hepatite C. 

"Os testes correram verdadeiramente bem... com uma sensibilidade de identificação, de cada uma das infeções, entre 95 e 100 por cento por cada amostra de sangue, e sem nenhum falso-positivo", avaliou Stephen Elledge, mostrando-se confiante de que o teste poderá detetar outros vírus.

Os resultados mostram que em média, cada indivíduo possui anticorpos que revelam a presença, passada ou presente, de dez estirpes virais diferentes.    

Segundo a equipa científica, esta abordagem pode ainda ser usada para encontrar anticorpos que atacam os próprios tecidos do organismo, como no caso de certas doenças autoimunes relacionadas com o cancro.   

Lusa
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