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ONU critica Israel por impacto das operações militares nas crianças

O secretário-geral da ONU criticou hoje Israel pelas consequências nas crianças palestinianas das suas operações militares, mas deixou este país fora da "lista negra" de Estados e grupos que violam os direitos dos menores nos conflitos.

© Suhaib Salem / Reuters

Ban Ki-moon distribuiu hoje aos membros do Conselho de Segurança a informação atual sobre a situação das crianças afetadas por guerras em todo o mundo e mostrou-se muito crítico com a atuação das forças armadas israelitas.

"Estou profundamente alarmado com o nível das violações graves sofridas pelas crianças em resultado das operações militares israelitas em 2014", assinalou o diplomata coreano no texto, em que considerou a situação "sem precedentes e inaceitável".

Contudo, Israel não aparece na chamada "lista negra" de países e grupos que violam os direitos das crianças nos conflitos, apesar de, segundo várias fontes, assim o ter recomendado inicialmente a enviada especial da ONU para esta questão, Leila Zerrougui, que também defendia a referência ao movimento palestiniano Hamas.

Nesta lista constam organizações como Al-Qaida e o denominado Estado Islâmico junto a forças armadas de países como a Síria, Iémen, Afeganistão e Sudão do Sul.

O embaixador israelita junto da ONU, Ron Prosor, congratulou-se com a decisão através de um comunicado, no qual considerou que Ban atuou corretamente ao não incluir Israel.

"No entanto, a ONU ainda tem muito para avançar. Em vez de publicar milhares de informações e listas contra Israel, deveria condenar de maneira inequívoca as organizações terroristas que operam na faixa de Gaza", assinalou Ron Prosor.







Lusa
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