sicnot

Perfil

Mundo

Inspeção à segurança dos aeroportos dos EUA revela falhas graves

Uma inspeção à segurança dos aeroportos dos EUA, divulgada hoje, revelou falhas gritantes, como explosivos que passam nos postos de controlo, equipamentos que falham e contratação de suspeitos de terrorismo.

© Louis Nastro / Reuters

Pelo menos 73 empregados foram contratados pelos aeroportos norte-americanos, apesar da existência de laços possíveis com organizações extremistas que não foram detetados pela agência para a segurança nos transportes (TSA, na sigla em inglês), revelou hoje um relatório da inspeção-geral do Ministério da Segurança Interna. 

O inspetor-geral, John Roth, disse que a TSA "não tem acesso a todas as informações relativas ao terrorismo". 

Particularmente "perturbador", segundo um senador, é o facto de a agência federal não estar autorizada a consultar a lista da polícia federal (FBI, na sigla em inglês) com os nomes de pessoas que não estão autorizadas a voar de e para os EUA. 

Em declarações feitas durante uma audiência no Congresso, convocada depois do anúncio das falhas de segurança nos aeroportos, Roth afirmou que "é preciso uma lei" que permita à TSA ter acesso a esta informação.

Segundo o relatório, consultado pela agência noticiosa AFP, a TSA "descansou" por ocasião das contratações pelos aeroportos e "não tomou todos os cuidados para aprovar convenientemente os candidatos". 

Por exemplo, antigos empregados com credenciais do aeroporto de Minneapolis-St Paul deslocaram-se parta a Síria para integrar as fileiras do grupo que se designa por Estado Islâmico, revelou Becky Roering, que trabalha neste aeroporto como adjunta do diretor de segurança. 

"Perturbadoras", também segundo Roering, são as falhas no programa 'preCheck' da TSA, que permite a passageiros pré-selecionados evitar as longas filas de espera nos pontos de controlo dos aeroportos. 

Um milhão de passageiros que usam o avião com frequência estão registados neste programa pago, dado o seu baixo nível de risco. 

Outros, cerca de 7,2 milhões, são selecionados de maneira aleatória nos aeroportos para fazer ganhar tempo aos passageiros e aos agentes de segurança, ainda segundo Roering.

Mas um cadastrado, antigo membros de uma organização extremista, beneficiou desta seleção aleatória e foi autorizado, rapidamente e sem problemas, a penetrar em zona segura, contou Roth. Conhecido pelo seu passado criminoso, o homem foi reconhecido facialmente por um agente da TSA, que alertou o seu superior.  

Roering aludiu ao predomínio de "uma cultura de medo e desconfiança" na TSA, com cartões de identificação roubados, desaparecidos ou perdidos e equipamentos de controlo deficientes. Por sua vez, o inspetor-geral fustigou a TSA, que "não compreende a gravidade da situação". 

Para demonstrar as falhas do sistema de controlo e segurança, agentes encobertos fizeram entrar explosivos e armas nas zonas seguras. 

Mas para Robert Maclean, um agente da Polícia do Ar, a TSA está demasiado concentrada nas armas de fogo, o que considerou ser uma "distração" nos pontos de controlo. 

"Se eu fosse um terrorista 'lobo solitário' e quisesse provocar o caos num avião ou forçá-lo a aterrar, tomaria esteroides, reservaria um lugar em primeira classe e embarcaria com um par de tesouras aproadas pela TSA (...) que podem matar um número significativo de passageiros". 

Lusa
  • Prisão preventiva para marroquino suspeito de apoiar o Daesh

    País

    O juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal impôs esta quinta-feira prisão preventiva ao cidadão marroquino, detido na Alemanha e entregue a Portugal, suspeito de adesão e apoio ao grupo extremista Daesh e recrutamento e financiamento ao terrorismo.

  • "A isto chama-se pura hipocrisia"
    1:13

    Caso CGD

    Pedro Passos Coelho classifica a atuação do Governo na gestão da Caixa Geral de Depósitos como um "manual de cinismo político insuportável", declarações feitas pelo líder do PSD durante a reunião do Conselho Nacional em Lisboa.

  • O momento em que Trump quis ser um camionista

    Mundo

    O Presidente norte-americano Donald Trump reuniu-se esta quinta-feira com representantes da indústria de camionagem. Não é apenas do encontro que lhe falamos, mas principalmente da invulgar receção feita por Trump, que entrou para um camião, fingiu que o conduzia e buzinou... em pleno jardim da Casa Branca.

  • FBI investiga possível campanha de espiões russos contra Hillary
    0:57

    Mundo

    A suspeita de ligação entre a equipa de Donald Trump e operacionais russos está a aumentar. A CNN diz que a equipa do Presidente do Estados Unidos da América se coordenou com os russos para atingir Hillary Clinton. O FBI está a investigar registos telefónicos, de viagens, relatórios e transações para offshores.

  • Mais de 20 milhões estão a morrer à fome em África

    Mundo

    África enfrenta a maior crise desde 1945, com mais de 20 milhões de pessoas a morrer de fome em três países, Sudão do Sul, Somália e Nigéria, disse esta quinta-feira um responsável do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas.

  • Jovem violada em direto no Facebook não se sente em segurança

    Mundo

    A jovem de 15 anos que foi abusada sexualmente por cinco ou seis homens durante um vídeo em direto para o Facebook está a receber tratamento. A mãe da jovem deu uma entrevista, na qual disse que a filha já não se sente em segurança na sua vizinhança, depois de receber ameaças na internet.

  • Menina "rouba" chapéu ao Papa
    0:27

    Mundo

    Estella Westrick tem apenas três anos, mas já conseguiu chegar aos jornais de todo o mundo, depois de "roubar" o chapéu do Papa. Durante uma visita da família na quarta-feira ao Vaticano, a criança - que não parece estar muito contente no vídeo - foi pegada ao colo por um dos funcionários do Vaticano, que a levou depois até ao Papa. Nesta altura, Estella aproveitou para tirar o solidéu episcopal, arrancando gargalhadas de toda a gente, especialmente do Papa Francisco.

  • O edifício mais longo do mundo

    Mundo

    Se pensa que já viu tudo em relação aos edifícios mais longos e complexos do mundo, pense duas vezes. O edifício mais longo do mundo pode estar prestes a chegar e promete fazer de Nova Iorque uma cidade ainda mais atrativa.