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Quinze mortos em ataque do Boko Haram a aldeia do nordeste da Nigéria

Quinze pessoas morreram hoje num ataque do grupo islâmico Boko Haram a uma aldeia remota do nordeste da Nigéria, onde muitas casas ficaram reduzidas a cinzas, declararam hoje vários habitantes à agência de notícias francesa AFP. 

© Akintunde Akinleye / Reuters

"Contámos até agora 15 mortos e um ferido", indicou um habitante, Bukar Zira, que fugiu da aldeia de Huyum, situada no estado de Borno.

O ataque ocorreu na segunda-feira pelas 14:00 locais (e de Lisboa) em Huyum, situado na região de Askira-Ubact, que já foi, recentemente, várias vezes alvo do grupo islâmico que jurou lealdade a outro grupo extremista, o Estado Islâmico, que controla uma parcela considerável dos territórios da Síria e do Iraque.

"Toda a aldeia foi incendiada por homens armados do Boko Haram. Perdemos cerca de 500 casas", relatou Zira, que se refugiou no estado vizinho de Adamawa, enquanto os extremistas entravam na aldeia.

Segundo o aldeão, os rebeldes cercaram a aldeia e abriram fogo, depois despejaram gasolina sobre as casas, maioritariamente feitas de tijolos de terra seca, com telhados de palha, e em seguida incendiaram-nas.

Os habitantes da aldeia "fugiram para diferentes zonas de Borno e Adamawa", acrescentou.

Outro aldeão, Peter Malgwui, disse que o Boko Haram já efetuou diversos ataques a aldeias vizinhas nas últimas semanas, pilhando as casas e roubando alimentos.

"Eles incendiaram totalmente a aldeia [de Huyum]. Nenhuma casa foi poupada", sublinhou.

Este ataque é o 12.º perpetrado pelo Boko Haram desde que o novo Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, tomou posse, a 29 de maio último.

No total, 109 pessoas foram mortas desde então, segundo um balanço feito pela AFP.

Buhari definiu como prioridade a luta contra o Boko Haram, cuja insurreição e respetiva repressão fizeram mais de 15.000 mortos desde 2009.

A partir de fevereiro, uma ofensiva regional permitiu infligir aos rebeldes graves danos, mas eles continuam a cometer ataques e atentados suicidas.

Um terceiro habitante da aldeia de Huyum, Ishaya Ayuba, indicou que os atacantes ali "estiveram até às quatro da manhã" e só depois se retiraram.

"Havia soldados estacionados a cerca de 20 quilómetros dali, mas não intervieram. Nós perdemos tudo", observou.






Lusa
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