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Maioria dos cidadãos quer acordo vinculativo face a alterações climáticas

O aquecimento global preocupa cerca de 80 por cento dos cidadãos do planeta e 67% querem um acordo internacional vinculativo para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, indica uma sondagem divulgada hoje.

Marcio Jose Sanchez

Mais de 10.000 pessoas de 75 países participaram no estudo realizado pela World Wide Views Alliance com apoio da ONU e da França, em cuja capital decorre no final do ano a Cimeira do Clima.

A sondagem foi apresentada na sede da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas em Bona (Alemanha) no âmbito das reuniões que decorrem desde o princípio do mês sobre o acordo internacional para substituir a partir de 2020 o protocolo de Quioto para redução da emissão de gases com efeito de estufa.

O inquérito revela que a preocupação com a questão do aquecimento global é geral, tanto nos países do norte como nos do sul, indicando que mais de 90% dos cidadãos crê que o acordo de Paris deve incluir o objetivo de "zero emissões" no final do século.

Em relação à obrigatoriedade do cumprimento das metas, 67% dos inquiridos defende que o acordo seja vinculativo para todos os países, enquanto 17% considera que só deve ser vinculativo para os países desenvolvidos e para os emergentes e 10% crê que o cumprimento deve ser voluntário.

A grande maioria (79%) pensa que o seu país deve estabelecer metas de redução das emissões mesmo que outros países não o façam.

São também muitos (78%) os que consideram que as maiores economias deveriam contribuir com mais do que se comprometeram para o Fundo Verde da ONU, que deve ter uma dotação anual de 100.000 euros a partir de 2020 para apoiar os países mais vulneráveis às alterações climáticas, ascendendo a 85% os que apontam para a responsabilidade dos privados na realização dos objetivos.

Entre as medidas mais relevantes para reduzir os gases com efeito de estufa, 77% dos inquiridos defende a importância dos programas educativos sobre o clima e em segundo lugar a proteção das florestas tropicais.

Lusa
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