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Ex-chefe da Segurança da China condenado a prisão perpétua

O ex-chefe da Segurança da China Zhou Yongkang foi hoje condenado a prisão perpétua por corrupção, abuso de poder e divulgação de segredos de Estado, anunciou o Tribunal de 1.ª Instância de Tianjin, norte do país.

© Bobby Yip / Reuters

Zhou Yongkang, 73 anos, é o mais alto líder chinês preso e condenado por corrupção desde a fundação da Republica Popular da China, em 1949.

De acordo com a sentença citada pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, o tribunal decidiu também confiscar todo o património de Zhou Yongkang.

Considerado até há pouco tempo um dos homens mais poderosos da China, Zhou Yongkang foi a principal figura  atingida pela campanha anticorrupção iniciada após a ascensão à chefia do Partido Comunista Chinês do atual presidente, Xi Jinping, em novembro de 2012. 

Zhou Yongkang pertenceu ao Comité Permanente do Politburo do PCC, a cúpula do poder na China, onde tutelava o aparelho de segurança da China, incluindo polícias, tribunais e serviços de informação.

 Estava preso desde o ano passado, juntamente com dezenas de antigos colaboradores e familiares, e entretanto foi expulso do PCC.

O combate à corrupção é assumido pela liderança do PCC como "uma luta de vida ou de morte" para manter a credibilidade do PCC e assegurar a sua permanência no poder.

Dezenas de quadros com categoria de vice-ministro ou superior, entre os quais vários generais, foram presos nos últimos dois anos e meio por suspeita de corrupção.

 Zhou Yongkang filiou-se no PCC em 1964 e ao longo da sua carreira, pertenceu à direção de um dos ricos monopólios estatais chineses, a China National Petroleum Corporation, foi primeiro secretário do partido na província de Sichuan, no sudoeste do país, e ministro da Segurança Pública.

 Segundo a acusação, Zhou "aproveitou-se dos seus cargos para favorecer outros e aceitou ilegalmente uma enorme quantidade de dinheiro e bens".

Lusa
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