sicnot

Perfil

Mundo

Paquistão interrompe pena de morte mas só no mês do Ramadão

O Paquistão vai aplicar uma moratória de um mês sobre a aplicação da pena de morte, correspondente ao mês do Ramadão, anunciaram hoje as autoridades locais.

Altaf Qadri

"Segundo a tradição ninguém é executado durante o mês do jejum (muçulmano) do Ramadão, e as autoridades decidiram que essa tradição será respeitada este ano", afirmou Nusrat Mangan, inspetor-geral das prisões da província de Sindh (sul).

Um responsável do ministério do Interior confirmou ter sido notificado para parar as execuções durante o mês do Ramadão, que começa esta semana.

No entanto o inspetor-geral das prisões do Punjab, província mais populosa do Paquistão, disse que não recebeu qualquer notificação nesse sentido.

"De todas as maneiras temos de executar cerca de duas dezenas de condenados antes do mês do Ramadão", disse Nazeer Farooq à AFP.

A Comissão dos Direitos Humanos do Paquistão, um organismo independente, disse que o Paquistão enforcou mais de 150 condenados desde o início das execuções, em dezembro, depois de um massacre numa escola da autoria de talibans.

Uma moratória sobre a pena de morte estava em vigor no país desde 2008.

A Amnistia Internacional estima que há no Paquistão mais de 8.000 condenados à morte e à espera de serem executados, com a maior parte a já ter esgotado todos os recursos legais.

Lusa
  • Um retrato devastador do "pior dia do ano"
    2:47
  • Um olhar sobre a tragédia através das redes sociais
    3:22
  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18
  • Jornalista que denunciou corrupção do Governo de Malta morre em explosão

    Mundo

    A jornalista Daphne Caruana Galizia, que acusou o Governo de Malta de corrupção, morreu esta segunda-feira, numa explosão de carro. O ataque acontece duas semanas depois de a jornalista maltesa recorrer à polícia, para dizer que estava a receber ameaças de morte. A morte acontece quatro meses após a vitória do Partido Trabalhista de Joseph Muscat, nas eleições antecipadas pelo primeiro-ministro, após as alegações da jornalista, que o ligavam a si e à sua mulher ao escândalo dos Panama Papers. O casal negou as acusações de que teriam usado uma offshore para esconder pagamentos do Governo do Azerbaijão.